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TSE manda Meta esclarecer restrições a postagens da campanha de Lula 

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TSE manda Meta esclarecer restrições a postagens da campanha de Lula 

TSE dá 48 horas para Meta explicar suposta seletividade algorítmica contra campanha de Lula Decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze exige esclarecimentos sobre restrições de alcance, bloqueios geográficos e atuação de 255 perfis falsos criados por inteligência artificial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresente esclarecimentos no prazo de 48 horas sobre acusações de promover uma suposta “seletividade algorítmica” contra postagens da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi proferida neste sábado pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que cobra explicações detalhadas sobre eventuais limitações na distribuição de conteúdos publicados pelo perfil oficial do petista. Na ordem judicial, o magistrado solicitou que a big tech informe formalmente se houve restrições direcionadas à entrega de publicações, exclusões de recomendações na plataforma e aplicação de bloqueios geográficos. O ministro enfatizou que os fatos narrados pela defesa ocorrem em um ambiente digital que é controlado exclusivamente pela empresa, o que abrange os sistemas de distribuição de conteúdos, os registros de moderação, a ferramenta de anúncios e os sinais de autenticidade de contas. A ofensiva jurídica da campanha de Lula aponta pelo menos cinco episódios de interferência direta da plataforma no processo eleitoral. Entre os problemas relatados estão o impedimento para realizar o impulsionamento de conteúdos no Instagram e quedas abruptas no número registrado de visualizações. Diante do cenário, a equipe jurídica do Partido dos Trabalhadores informou que também pretende acionar a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), apontando suspeitas de tentativa de manipulação do pleito em benefício de outras candidaturas. Em nota oficial enviada à imprensa, o PT classificou as ocorrências como uma interferência indevida de uma empresa transnacional na infraestrutura de comunicação do país. Para a legenda, o controle exercido sobre a rede social, quando utilizado para influenciar decisões de eleitores, altera a percepção pública e coloca em risco o próprio conceito de cidadania e o regime democrático. A campanha ainda sinalizou que pretende responsabilizar os envolvidos por favorecer artificialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro. Além das questões de alcance e distribuição, a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze obriga a Meta a detalhar quais providências foram adotadas para investigar e combater a atuação de 255 perfis falsos gerados por inteligência artificial. De acordo com o levantamento apresentado pela coligação de Lula, essas contas automatizadas atingiram a marca de aproximadamente 58 milhões de visualizações, sendo utilizadas para propagar ataques direcionados ao presidente e à primeira-dama, Janja Lula da Silva. Por sua vez, a Meta se manifestou por meio de nota na qual reconhece a existência de problemas técnicos recentes, mas classificou as acusações levantadas pela campanha petista como falsas e desprovidas de respaldo factual. A empresa sustentou que as falhas operacionais registradas não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas dentro de suas redes sociais, reiterando que cumpre rigorosamente a legislação eleitoral brasileira e mantém compromisso com a isonomia no uso das plataformas por todos os concorrentes. A reportagem contou com a colaboração de Lucas Pordeus León.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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