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Unidade da Funai é alvo de ataque em terra indígena no Paraná

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Unidade da Funai é alvo de ataque em terra indígena no Paraná

Ataque com explosivos destrói unidade da Funai em Terra Indígena no Paraná Prédio da Unidade Técnica Local, em São Jerônimo da Serra, foi alvo de depredação na noite de quinta-feira; Ministério dos Povos Indígenas e Funai acionam Polícia Federal e Abin. Um prédio da Unidade Técnica Local da Fundação Nacional dos Povos Indígenas localizado na Terra Indígena São Jerônimo, no município de São Jerônimo da Serra, no Paraná, foi alvo de um ataque com artefatos explosivos na noite da última quinta-feira. A agressão, que resultou na depredação da entrada do edifício, quebra de janelas e danos causados por estilhaços de vidro espalhados pelo chão, mobilizou o Ministério dos Povos Indígenas e a própria Funai, embora nenhum servidor ou morador tenha ficado ferido na ocorrência. A área afetada abriga a comunidade de cerca de 670 indígenas pertencentes a três povos distintos: os Guarani Ñandeva, os Kaingang e os Xetá. Diante da gravidade da investida criminosa, a administração da unidade registrou um boletim de ocorrência para formalizar a denúncia às autoridades competentes e iniciar as apurações sobre a autoria e as motivações por trás do atentado no interior paranaense. Como desdobramento imediato da ocorrência, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência foram acionadas oficialmente para conduzir investigações rigorosas. O objetivo dos órgãos de segurança e inteligência é identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos no ato de vandalismo e uso de explosivos contra um patrimônio público federal voltado à proteção de populações originárias. Em nota conjunta emitida após o episódio, o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai repudiaram a violência e enfatizaram que o Estado brasileiro não adotará uma postura de acovardamento diante de investidas voltadas à coação institucional. Os órgãos reafirmaram que o governo federal manterá firme o compromisso constitucional de assegurar e defender os direitos fundamentais dos povos indígenas em todo o território nacional. A presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, manifestou forte indignação com o nível de violência registrado no local por meio de um pronunciamento em suas redes sociais. Ela classificou a depredação do espaço público como um ato inadmissível perpetrado por grupos extremistas contrários aos direitos originários e aos processos de demarcação de terras indígenas no país. Apesar de o atentado não ter deixado vítimas físicas, a dirigente pontuou que o clima na região é de apreensão e medo devido à hostilidade demonstrada contra a estrutura de atendimento. Ela destacou que a prioridade é afastar qualquer tipo de ameaça à integridade física dos servidores que atuam na proteção das comunidades e repudiou veementemente o uso da violência como instrumento de pressão política ou social.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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