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Deputada mais votada da história de SC, Júlia Zanatta explica chicote em comemoração: ‘Dar de relho’

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Deputada mais votada da história de SC, Júlia Zanatta explica chicote em comemoração: 'Dar de relho'

Deputada mais votada da história de SC, Júlia Zanatta explica comemoração com chicote Parlamentar justificou uso do objeto na rua após o pleito como referência a uma expressão regional, mas cena gerou forte repercussão negativa nas redes sociais. A deputada federal Júlia Zanatta (PL), eleita a mais votada da história de Santa Catarina com 560.223 votos e a quinta maior votação do país nas eleições, veio a público justificar a comemoração inusitada realizada na noite de domingo, quando apareceu estalando um chicote no meio da rua. Natural de Criciúma e de 41 anos, a parlamentar afirmou que utilizou o objeto para fazer referência a uma suposta expressão regional relacionada ao resultado das urnas. No vídeo publicado nas próprias redes sociais, a advogada aparece ao lado do marido, Guilherme Colombo (PL), também eleito deputado estadual, desferindo chicotadas no chão e celebrando o resultado expressivo obtido no pleito. Nas imagens, o casal comemora a marca histórica alcançada pela campanha do partido no estado. Logo após a veiculação das imagens, a publicação gerou forte repercussão e críticas de eleitores e internautas, que questionaram a escolha do objeto para a celebração pública. Entre os comentários, um perfil apontou que a polêmica não girava em torno da vitória em si, mas da forma escolhida para comemorar. Uma eleitora catarinense e autodeclarada de direita classificou a atitude como uma grande vergonha. A cidadã argumentou que, independentemente de existir ou não um trocadilho local, a história do Brasil e do mundo carrega marcas profundas de crueldades em que o relho funcionou como instrumento de opressão e violência, tornando a brincadeira extremamente infeliz. Diante das críticas, Júlia Zanatta detalhou que utilizou o objeto de forma simbólica para expressar o tamanho da vitória nas urnas. Segundo a parlamentar, a expressão popular associada ao termo indicaria que a votação foi expressiva e histórica, justificando a decisão de descer do prédio com o artefato e simular a ação na rua. O relho é tradicionalmente conhecido na cultura gaúcha como uma espécie de chicote empregado na lida com animais de montaria, como equinos, asininos e bovinos, sendo composto por um cabo de madeira e tiras de couro trançadas. O instrumento, dependendo da intensidade do uso, pode provocar ferimentos e dores severas. O professor de linguística Valter Pereira Romano, da Universidade Federal de Santa Catarina, analisou o simbolismo empregado pela parlamentar e apontou que o uso histórico do objeto também esteve associado a castigos físicos aplicados a pessoas no passado, como escravizados. Para o especialista, a candidata recorreu a uma metáfora para indicar que o resultado das urnas foi avassalador a ponto de provocar nos adversários uma dor equivalente à de uma surra com o instrumento. A polêmica ocorre em um cenário de forte mobilização política no estado, que também registrou as eleições de Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado Federal, consolidando um momento decisivo para os nomes da legenda catarinense no cenário legislativo nacional.

Fonte: G1 Santa Catarina

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