TSE vai intensificar ações para reduzir abstenção recorde no segundo turno das eleições Presidente do Tribunal Superior Eleitoral destacou que o índice registrado na primeira etapa do pleito, equivalente a 33,4 milhões de eleitores, acendeu o alerta e exigirá novos mecanismos para atrair o eleitor às urnas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou neste domingo (4) que adotará medidas estratégicas para tentar reduzir os índices de abstenção de eleitores no segundo turno das eleições presidenciais, marcadas pela disputa entre Flávio e Lula. A declaração foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, após o primeiro turno registrar uma marca histórica de faltosos que não era vista no país há mais de duas décadas. De acordo com os dados consolidados pelo sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno da votação contabilizou uma taxa de abstenção de 21,08%, o que representa um total de 33,4 milhões de eleitores que deixaram de comparecer aos locais de votação. Do total de 158,7 milhões de cidadãos aptos a participar do pleito, o comparecimento efetivo foi de 125 milhões de pessoas em todo o país. Para o presidente do tribunal, o cenário atual exige uma reação institucional enérgica. O magistrado avaliou que o patamar registrado está longe do ideal para a democracia brasileira e confirmou que a gestão pretende atuar diretamente sobre esses números nas próximas semanas. Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno, afirmou Kassio Nunes Marques ao comentar os resultados preliminares da votação. O levantamento oficial da Justiça Eleitoral também detalhou o comportamento do eleitorado que compareceu às urnas, mas optou por anular ou deixar o voto em branco. O primeiro turno somou 2,2 milhões de votos em branco, além de outros 3,6 milhões de votos nulos registrados pelas urnas eletrônicas. Com o novo patamar de 21,08% de ausências, a abstenção registrada neste primeiro turno consolida-se como a maior taxa de faltosos em primeiro turno desde o ano de 1998, período em que a Justiça Eleitoral contabilizou 21,5% de abstenção. Para fins de comparação histórica recente, as eleições presidenciais realizadas em 2022 registraram um índice de 20,95% de eleitores faltosos na primeira etapa da disputa. Apesar do volume expressivo de ausências e dos desafios logísticos, o presidente do TSE garantiu que o pleito transcorreu dentro da normalidade operacional e institucional. Kassio Nunes Marques afirmou categoricamente que não há qualquer tipo de alerta ou indício de interferência externa nos sistemas das eleições brasileiras, mesmo diante de um congestionamento no sistema de dados que provocou atrasos pontuais na divulgação oficial da apuração dos votos. Com a confirmação da disputa em segundo turno entre Flávio e Lula para a Presidência da República, a cúpula do TSE agora concentra esforços operacionais e campanhas de conscientização para mobilizar os eleitores que se absteram na primeira etapa, buscando garantir maior participação cívica na definição do próximo chefe do Executivo federal.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







