Eleições 2026: Brasil vai às urnas com 158,7 milhões de eleitores e disputa recorde Mais de 21 mil candidatos disputam cargos no Executivo e no Legislativo em um pleito que mobiliza a maior base eleitoral da história do país, com regras rígidas e votação até as 17h. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo (4) para escolher os novos representantes que ocuparão cargos estratégicos no Poder Executivo e no Poder Legislativo nos próximos anos. O pleito, organizado pela Justiça Eleitoral, define os nomes que comandarão decisões fundamentais para o cotidiano da população em áreas vitais como saúde, educação, segurança pública, transporte, infraestrutura e economia, com votação aberta das 8h às 17h, no horário de Brasília. Nesta edição, as eleições de 2026 registram o maior eleitorado da história do país, marcado por uma adesão expressiva à tecnologia de identificação. Do total de cidadãos aptos a votar, 141.321.493 já possuem biometria cadastrada, o que representa 89,01% da base eleitoral brasileira. O Tribunal Superior Eleitoral também aponta a participação de faixas etárias para as quais o voto é facultativo, contabilizando 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de jovens com 17 anos. A dinâmica da votação exige atenção redobrada do eleitor, que precisará fazer até seis escolhas na urna eletrônica. A ordem oficial definida pela Justiça Eleitoral estabelece que o cidadão vote primeiro para deputado federal, com quatro dígitos, seguido por deputado estadual ou distrital, com cinco dígitos. Na sequência, ocorrem as escolhas para os dois cargos de senador, ambos com três dígitos, refletindo a disputa de duas vagas por unidade da Federação. Por fim, o eleitor vota para governador e, encerrando o ciclo, para presidente da República, ambos com dois dígitos. A disputa atrai um volume expressivo de concorrentes, com cerca de 21 mil pedidos de candidatura registrados pela Justiça Eleitoral em todo o país. O maior contingente de postulantes concentra-se nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, somando cerca de 11,7 mil concorrentes entre 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital. Para a Câmara dos Deputados, a corrida eleitoral contabiliza 7.803 candidatos registrados. Para garantir a fluidez do processo e evitar filas, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor consulte antecipadamente o seu local de votação, verifique a regularidade da situação eleitoral e utilize o aplicativo e-Título. Outra orientação prática é levar os números dos candidatos anotados em um papel. O Tribunal lembra que o uso de telefone celular na cabine de votação continua rigorosamente proibido e que, antes de confirmar cada escolha, o eleitor deve conferir atentamente a fotografia, o nome e o partido exibidos na tela da urna. O cenário democrático atual contrasta com a trajetória histórica do país, marcada por restrições e exclusões que mantiveram mulheres, analfabetos, populações indígenas e cidadãos de baixa renda afastados do processo eleitoral em diferentes períodos. O direito ao voto universal foi consolidados de forma definitiva com a Constituição Federal de 1988, após anos de supressão de direitos políticos e eleições indiretas durante a ditadura militar, com o retorno do voto aos analfabetos garantido em 1985. Em material institucional da série Voto Limpo, o Tribunal Superior Eleitoral define o sufrágio como a maior expressão da cidadania e o principal instrumento para a condução democrática do país. Caso haja segundo turno para a disputa presidencial e para os governos estaduais, a nova etapa de votação ocorrerá no dia 25 de outubro.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







