Boletim de Urna: entenda como o documento permite ao eleitor fiscalizar a apuração das eleições Ferramenta gratuita disponibilizada pela Justiça Eleitoral transforma qualquer cidadão em fiscal da totalização dos votos por meio de aplicativo de celular e consulta pública. A partir do encerramento da votação neste domingo, às 17h, qualquer cidadão brasileiro poderá atuar diretamente como fiscal da totalização dos votos da eleição. A possibilidade de auditoria popular é garantida pelo uso do Boletim de Urna, um relatório oficial gerado imediatamente após o fim do pleito em cada seção eleitoral do país, detalhando o desempenho de candidatos e o total de sufrágios registrados. A explicação sobre o funcionamento do mecanismo de transparência é do secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Michel Kovacs. Segundo o especialista, o procedimento foi desenhado para assegurar o acesso público e irrestrito aos dados apurados pelas urnas eletrônicas logo após o término do horário de votação. Assim que as portas das seções eleitorais são fechadas, cada urna emite fisicamente o Boletim de Urna. Trata-se de um relatório impresso que consolida o número total de votos recebidos pela seção, o desempenho individual de cada candidato concorrente, além das somas de votos brancos e nulos computados no equipamento. Cada via impressa do documento conta ainda com um QR Code exclusivo. Por determinação da Justiça Eleitoral, os relatórios são tirados em cinco vias e obrigatoriamente afixados pelos funcionários dos tribunais regionais em locais visíveis e de fácil acesso público nas próprias seções onde ocorreu a votação. Na descrição do secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, trata-se de um documento essencialmente público, cuja finalidade principal é permanecer afixado na porta da seção eleitoral para consulta imediata de quem desejar conferir os números. Para facilitar a fiscalização cidadã sem a necessidade de checagem exclusivamente visual no papel, a tecnologia foi integrada a dispositivos móveis. Por meio do QR Code impresso no relatório, o eleitor tem a capacidade de capturar os dados diretamente com o aplicativo Boletim na Mão. Nesta edição do pleito, a funcionalidade de leitura e armazenamento dos dados também foi integrada ao e-Título, o aplicativo oficial do Tribunal Superior Eleitoral, acessível diretamente pelo menu de mais opções da plataforma digital. De acordo com o representante do TRE-RJ, o sistema permite que o eleitor faça a captura do QR Code de quantos boletins desejar, sem limite para o armazenamento dos relatórios em seu próprio telefone celular. Com os dados salvos no aparelho, o cidadão ganha autonomia para cruzar as informações obtidas na seção eleitoral com os dados oficiais que são disponibilizados publicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral por meio do portal de resultados na internet. O secretário destaca que essa dinâmica transforma o eleitor comum em um agente fiscalizador do processo democrático, uma vez que o resultado da totalização geral oficial nada mais é do que a soma matemática de todos os boletins gerados pelas urnas em território nacional. A confiabilidade do sistema é respaldada pelo histórico da Justiça Eleitoral. Conforme os registros apresentados por Michel Kovacs, desde o ano de 2008 os resultados das urnas são publicados no site oficial do TSE e, ao longo de sucessivos pleitos, jamais foi apontada qualquer divergência entre os boletins impressos e os dados consolidados na internet. Para a Justiça Eleitoral, a disponibilização aberta dos relatórios físicos e digitais consolida-se como uma forma extremamente importante, segura e acessível para que qualquer cidadão audite a totalização dos votos de maneira transparente.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







