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Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial

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Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial

Petrobras faz segunda descoberta de petróleo em poço na Margem Equatorial Nova ocorrência no poço Morpho, a 175 quilômetros da costa do Amapá, reforça as expectativas na Bacia da Foz do Amazonas, considerada a nova fronteira exploratória do país. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo na Margem Equatorial brasileira, marcando o segundo achado de óleo no poço Morpho. A estrutura está localizada a 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas. A primeira descoberta havia ocorrido em meados de agosto do ano passado. De acordo com as informações divulgadas pela estatal, a operação de perfuração no poço catalogado como 1-BRSA-1405-APS ocorre em uma lâmina d’água — profundidade do mar no local da operação — de 2.886 metros. Após a localização inicial de hidrocarbonetos em agosto, a continuidade dos trabalhos de perfuração teve como foco a avaliação de intervalos exploratórios mais profundos na mesma região. A confirmação da segunda ocorrência se deu por meio da análise de perfis elétricos, além da identificação de indícios em rocha e da coleta de amostras de fluidos durante as atividades operacionais. Em nota oficial, a companhia destacou que a nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá dados complementares para a avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da Bacia da Foz do Amazonas. Enquanto o petróleo encontrado na primeira fase em agosto já teve sua qualidade confirmada como sendo de “boa qualidade”, o material recolhido nesta segunda descoberta passará por exames laboratoriais detalhados. A petroleira informou que as atividades de perfuração no poço Morpho continuam em andamento para permitir a avaliação completa das formações geológicas identificadas. A região da Margem Equatorial tem despertado grande interesse do setor energético e é frequentemente tratada pelo mercado e por especialistas como o “novo pré-sal”, impulsionada pelo potencial esperado e por descobertas significativas recentes registradas em países vizinhos, como a Guiana e o Suriname. Para a Petrobras, a exploração no bloco Foz da Amazônia (FZA-M-59) está diretamente conectada à sua estratégia de longo prazo voltada à recomposição das reservas de petróleo e gás em novas fronteiras geográficas. A estatal aponta que essa movimentação é fundamental para garantir o atendimento contínuo à demanda energética nacional nas próximas décadas. O planejamento em novas fronteiras ocorre em um momento em que o tradicional pré-sal, localizado na costa da região Sudeste, caminha para uma fase de declínio de suas reservas na próxima década, caso novas jazidas expressivas não sejam incorporadas ao sistema produtivo brasileiro. A trajetória para viabilizar as pesquisas na área é antiga. A busca pela licença de exploração teve início em 2013, quando uma licitação da área foi arrematada originalmente pela multinacional britânica BP. Anos mais tarde, por uma decisão de alinhamento estratégico, a companhia estrangeira repassou integralmente a concessão para a Petrobras, em 2021. O avanço das operações na Margem Equatorial, no entanto, foi marcado por debates intensos. A Petrobras obteve a autorização oficial para perfurar a região em outubro de 2025, após a emissão da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A liberação gerou divergências públicas, colocando empresas do setor petrolífero e alas do governo federal de um lado, e organizações ambientalistas de outro. Os grupos contrários à exploração manifestam preocupações recorrentes em relação aos potenciais impactos ambientais da atividade na região costeira. Em contrapartida, a diretoria da Petrobras tem defendido publicamente que todas as perfurações são executadas de maneira segura, com rigoroso respeito ao meio ambiente e às comunidades locais. Em relação à localização exata das operações, a presidente da companhia, Magda Chambriard, costuma ponderar que, apesar da denominação da bacia ser Foz do Amazonas, as atividades de perfuração ocorrem a uma distância considerável de 540 quilômetros da desembocadura propriamente dita do rio Amazonas. As expectativas econômicas para a região são robustas. Um estudo técnico elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, aponta que o volume potencial total recuperável apenas na Bacia da Foz do Amazonas pode atingir a marca de 10 bilhões de barris de óleo equivalente — métrica que agrupa volumes de petróleo e de gás natural. Para efeito de dimensionamento, dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entidade que atua como órgão regulador do setor no país, indicam que o Brasil encerrou o ano de 2025 acumulando cerca de 70 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis considerando exclusivamente o petróleo. Com o andamento das análises em curso no poço Morpho, a Petrobras espera obter novas respostas sobre a viabilidade comercial e o tamanho real dessa promissora fronteira exploratória no litoral norte brasileiro.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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