Casos de estelionato e golpes em aluguéis por temporada: mulher aluga imóvel pelo Airbnb em SC, vende móveis por R$ 3,8 mil e acumula histórico de fraudes contra a própria mãe Investigação revela que suspeita responsável por desfalcar casa alugada no Litoral Sul catarinense também tentou obter empréstimos ilícitos utilizando documentos da familiar. O mercado de locações por temporada e as plataformas de hospedagem voltaram a ser cenário de crimes inusitados e audaciosos em Santa Catarina. Uma mulher que havia alugado uma casa por meio do aplicativo Airbnb na região litorânea do estado protagonizou um esquema que vai muito além de uma simples quebra de contrato de locação. Após garantir o acesso ao imóvel residencial, a suspeita esvaziou o local e vendeu todo o mobiliário para um estabelecimento comercial na cidade vizinha. O prejuízo material foi calculado, mas o desdobramento do caso revelou que o episódio criminoso não era um ato isolado na trajetória da investigada, que já havia tentado aplicar golpes financeiros utilizando a identidade da própria mãe. A ocorrência teve como palco o município de Balneário Rincão, localizado no Litoral Sul catarinense, uma região bastante procurada por turistas e visitantes durante diferentes épocas do ano. A dinâmica do crime surpreendeu tanto os proprietários quanto as autoridades policiais pela ousadia na execução. A mulher utilizou a plataforma digital de aluguel de temporada Airbnb para fechar o contrato de locação do imóvel residencial. No entanto, o que deveria ser uma estadia comum transformou-se em uma ação de apropriação indébita e furto qualificado de bens alheios. Com as chaves da residência em mãos e livre acesso ao interior da casa, a suspeita executou um plano para monetizar os bens que guarneciam o imóvel. Ela negociou a venda de todos os móveis que compunham a mobília da residência alugada. A transação dos itens foi realizada diretamente com uma loja localizada no município de Içara, também situado na região sul do estado. Pela venda de todo o recheio da casa, a mulher obteve a quantia de R$ 3,8 mil. A remoção dos móveis do imóvel em Balneário Rincão e a entrega no estabelecimento comercial em Içara evidenciam a facilidade com que a autora conseguiu dispor de patrimônio que pertencia aos locadores do espaço. Conforme o avanço das apurações sobre a conduta da suspeita, os órgãos competentes descobriram que a ação envolvendo o imóvel do Airbnb não representava a primeira incursão da mulher no universo dos crimes patrimoniais e fraudes. As investigações revelaram um histórico preocupante de tentativas de estelionato que antecedem o episódio da venda dos móveis em Balneário Rincão e Içara. Antes de cometer o crime na residência alugada pela internet, a mulher já havia tentado realizar empréstimos fraudulentos utilizando o nome e os dados pessoais de sua própria mãe. Essa tentativa anterior de fraude intrafamiliar demonstra um padrão de comportamento voltado à obtenção de vantagens financeiras ilícitas, independentemente das vítimas, fossem proprietários de imóveis na plataforma digital ou familiares próximos. O caso agora segue sob o escrutínio das autoridades policiais e do sistema de justiça catarinense, que continuam a apurar os detalhes das práticas criminosas atribuídas à suspeita. A repercussão do episódio serve de alerta para proprietários de imóveis cadastrados em plataformas de aluguel de temporada, como o Airbnb, destacando os riscos associados à gestão de propriedades à distância e a importância de mecanismos de segurança e verificação para mitigar a ação de estelionatários. Ao mesmo tempo, o envolvimento de estabelecimentos comerciais na receptação de bens de origem duvidosa, como o ocorrido na transação com a loja de Içara, também entra no radar das apurações para identificar possíveis receptores de produtos furtados ou obtidos por meio de estelionato no comércio regional.
Fonte: Criciúma







