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Dólar fecha acima de R$ 5,22 em dia de mal-estar global

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Dólar fecha acima de R$ 5,22 em dia de mal-estar global

Mercados em Alerta: Dólar Fecha Acima de R$ 5,22 Impulsionado por Tensão Global e Disparada do Petróleo Aversão ao risco no exterior, avanço expressivo das commodities e proximidade das eleições movimentam os mercados financeiros nesta quinta-feira (1º). O cenário econômico internacional foi tomado por um forte clima de cautela nesta quinta-feira (1º), refletindo diretamente nos mercados financeiros do Brasil e do exterior. Impulsionado por um ambiente de aversão ao risco gerado pelas crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela disparada nos preços do petróleo, o dólar comercial registrou uma alta significativa de quase 1% em comparação ao real. A moeda norte-americana encerrou a sessão negociada a R$ 5,224, o que representou um acréscimo de 0,97% em relação ao fechamento anterior. Ao longo do dia, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,169, registrada logo nas primeiras negociações, às 9h40, e a máxima de R$ 5,240, atingida pouco antes das 14h. Com o resultado desta quinta-feira, o dólar passa a acumular uma queda de 4,83% no acumulado do ano. O movimento de valorização da divisa dos Estados Unidos não ficou restrito ao mercado brasileiro. No cenário global, a moeda ganhou força generalizada frente a outras moedas de peso. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta composta por seis moedas fortes, avançou 0,58%, alcançando 102,040 pontos, após ter batido uma máxima intradia de 102,207 pontos. A principal força motriz por trás desse comportamento defensivo dos investidores foi a instabilidade no Oriente Médio. O temor em torno dos reflexos econômicos de um conflito prolongado na região elevou a busca por ativos considerados mais seguros. Além disso, o forte encarecimento do petróleo acendeu novos alertas sobre pressões inflacionárias globais, influenciando as expectativas para os juros e a economia em diversas partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos, onde o índice S&P 500 — que reúne as 500 maiores empresas do país — fechou em leve alta de 0,19%, acompanhando o comportamento dos títulos do Tesouro norte-americano. Petróleo dispara em meio a movimentações militares e restrições de oferta O mercado de energia foi o grande protagonista do noticiário econômico do dia. Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta, impulsionados tanto pelo agravamento das tensões geopolíticas quanto por preocupações concretas com a oferta global de combustíveis. O barril do petróleo tipo Brent, que serve de referência internacional para as negociações globais, disparou 4,37%, encerrando o dia cotado a US$ 102,31. No mesmo sentido, o petróleo do tipo WTI, negociado no Texas, registrou avanço de 2,71%, terminando a sessão a US$ 92,87 por barril. A aceleração nos preços ganhou ainda mais força durante o período da tarde, motivada por notícias sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região do Oriente Médio, além de novas incertezas geopolíticas envolvendo o Irã. Paralelamente, o mercado monitorou de perto os desdobramentos logísticos e comerciais da commodity. Houve repercussão sobre a possibilidade de a União Europeia liberar estoques estratégicos de diesel para tentar conter pressões de abastecimento, enquanto a China decidiu suspender as exportações de derivados de petróleo para destinos situados fora de Hong Kong e Macau até novas orientações oficiais. Ibovespa avança no primeiro pregão de outubro, sustentado pela Petrobras Apesar da turbulência no cenário externo e da proximidade do primeiro turno das eleições, que historicamente eleva a cautela dos agentes econômicos locais, a Bolsa de Valores do Brasil iniciou o mês de outubro em terreno positivo. O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira com alta de 0,46%, atingindo os 187.197,46 pontos, com um volume financeiro movimentado de R$ 26 bilhões. O principal índice do mercado acionário brasileiro foi sustentado, sobretudo, pelo desempenho robusto das ações da Petrobras. Os papéis da estatal brasileira foram diretamente beneficiados pela disparada internacional dos preços do petróleo, o que garantiu o fôlego necessário para que a bolsa brasileira resistisse ao pessimismo externo e à cautela eleitoral. O resultado positivo do pregão ajuda a consolidar o bom momento recente da bolsa. O Ibovespa havia encerrado o mês anterior, setembro, com um ganho expressivo de 5%, acumulando até o momento uma valorização de 16,2% no decorrer do ano. O contexto macroeconômico doméstico recente também tem passado pelo radar dos investidores, que acompanham indicadores variados, como a taxa de desemprego, que recuou para 5,3% — configurando a menor marca para o trimestre encerrado em agosto —, em contraponto às projeções inflacionárias elevadas pelo mercado e às oscilações frequentes no câmbio, a exemplo da recente trajetória do dólar, que semanas antes operava em patamares próximos a R$ 5,17 e acumulava variações mensais negativas. Com o cenário internacional ainda volátil e o ambiente político interno em compasso de espera eleitoral, analistas e investidores seguem monitorando de perto cada passo da economia global e local.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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