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TÍTULO: Novo medicamento contra a insônia chega ao Brasil com foco em desligar o estado de alerta do cérebro SUBTÍTULO: Aprovado pela Anvisa, o lemborexante inaugura uma classe terapêutica no país que atua sobre a orexina, oferecendo alternativa aos tradicionais remédios para dormir. MATÉRIA: As farmácias brasileiras passam a contar com uma nova abordagem terapêutica para quem enfrenta dificuldades crônicas para dormir. Trata-se do lemborexante, remédio aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da insônia em adultos. Desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai e comercializado no país em parceria com a Eurofarma, o composto representa o primeiro representante da classe dos antagonistas duplos dos receptores de orexina a receber autorização de venda em território nacional. A principal inovação do fármaco está no mecanismo de ação dentro do sistema nervoso central. Enquanto os medicamentos convencionais mais prescritos nas últimas décadas atuam aumentando a sedação geral do cérebro, a nova molécula tem como objetivo direto desacelerar os circuitos biológicos responsáveis por manter o indivíduo desperto. O freio e o acelerador do sono Para compreender a diferença do novo tratamento, especialistas utilizam a dinâmica entre freio e acelerador. Durante anos, o manejo farmacológico da insônia apoiou-se no uso de benzodiazepínicos e nos chamados “fármacos Z”, grupo do qual o zolpidem faz parte. Essas substâncias funcionam estimulando a atividade do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do cérebro, agindo como uma espécie de pisão forte no freio neural. Apesar de proporcionarem alívio a curto prazo, esses indutores tradicionais carregam limitações clínicas relevantes, como risco de dependência química, desenvolvimento de tolerância, sonolência residual no dia seguinte, desequilíbrio motor com risco de quedas e falhas de memória. O lemborexante adota uma via contrária. O foco da droga é a orexina, substância química que atua diretamente como o acelerador da vigília. Em pessoas que sofrem com insônia crônica, esses mecanismos de prontidão continuam disparados à noite, gerando um estado de hiperalerta cognitivo e físico. Ao bloquear a ação da orexina, a medicação não força o cérebro a apagar por sedação ampla, mas desativa o estímulo que o mantém em vigília forçada. O impacto da insônia crônica O transtorno de insônia atinge entre 10% e 15% da população adulta. Clinicamente, a condição vai além de episódios pontuais de noites mal dormidas: trata-se da dificuldade recorrente em pegar no sono, manter o descanso contínuo ou despertar precocemente de madrugada sem conseguir retomar o repouso, mesmo quando há tempo e ambiente favoráveis. Para o diagnóstico de insônia crônica, o quadro precisa se repetir por ao menos três noites semanais durante um período mínimo de três meses consecutivos, gerando prejuízos perceptíveis na rotina diurna, como cansaço persistente, alterações de humor e déficit de atenção. Antes da introdução de qualquer composto farmacológico, no entanto, a investigação médica exige descartar outros fatores que prejudicam o descanso. Distúrbios como apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas, dores crônicas, consumo abusivo de álcool e transtornos psiquiátricos podem simular sintomas de insônia, exigindo condutas terapêuticas distintas. Terapia comportamental segue prioritária Mesmo com a introdução do novo fármaco no mercado, as diretrizes médicas reforçam que o padrão-ouro de tratamento inicial permanece sendo a terapia cognitivo-comportamental aplicada à insônia (TCC-I). Essa intervenção consiste em uma abordagem estruturada que reorganiza hábitos, horários e condicionamentos mentais ligados ao ato de deitar, restabelecendo o vínculo saudável entre a cama e o adormecer. Nos últimos anos, a ampliação do acesso a essa terapia ganhou força por meio de plataformas digitais estruturadas, mantendo eficácia comprovada em ensaios clínicos, embora o acompanhamento clínico individualizado continue sendo indicado em casos complexos. Eficácia e cuidados no uso Estudos clínicos com o lemborexante apontam ganhos tanto na redução do tempo necessário para adormecer quanto na continuidade do repouso ao longo da noite. Em acompanhamentos com duração de até um ano, a eficácia do tratamento se manteve constante. Quando a medicação foi suspensa, as pesquisas não detectaram sinais expressivos de abstinência ou de insônia de rebote, problemas frequentes em terapias mais antigas. Ainda assim, o medicamento demanda cautela e acompanhamento médico rigoroso. A venda nas farmácias será estritamente controlada, com exigência de retenção de receita. Entre os efeitos colaterais relatados estão episódios de sonolência diurna, sonhos vívidos ou incomuns, pesadelos e, em casos mais raros, paralisia passageira do sono. O uso é expressamente contraindicado para pacientes diagnosticados com narcolepsia e exige orientações precisas sobre o tempo mínimo de permanência na cama, além de restrições quanto à interação com bebidas alcoólicas e outros fármacos sedativos. PALAVRA-CHAVE PRINCIPAL: Lemborexante insônia Brasil PALAVRAS-CHAVE SECUNDÁRIAS: tratamento para insônia, novo remédio para dormir, orexina sono, Anvisa sono, alternativas ao zolpidem META DESCRIPTION: Anvisa aprova o lemborexante no Brasil. Conheça o novo remédio para insônia crônica que atua desligando a vigília no cérebro e entenda como funciona. SLUG: lemborexante-remedio-insonia-aprovado-brasil

Fonte: 4oito

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