Polícia Federal descarta risco de ataque a embaixadas em Brasília após operação Diretor-geral da corporação afirmou que investigações sobre supostas ameaças a representações diplomáticas não apontaram planos concretos, apesar de o alerta ter motivado o fechamento temporário de consulados. A Polícia Federal (PF) afirmou neste domingo (4) que não há registro de risco real ou indícios de planos de ataques terroristas contra embaixadas estrangeiras localizadas em Brasília. A declaração foi feita pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), na capital federal, em meio ao monitoramento das eleições gerais no país. O posicionamento ocorre após a corporação deflagrar, na última sexta-feira (2), uma operação para investigar supostas ameaças direcionadas à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Como parte das diligências autorizadas pela Justiça, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região metropolitana do Distrito Federal. Segundo o diretor-geral, os elementos reunidos até o momento pelas equipes de investigação afastam a hipótese de uma Ação criminosa iminente. Os dados colhidos não apontam nenhuma ação concreta ou planejamento em curso contra representações diplomáticas em território nacional, segundo explicou a autoridade policial a jornalistas. A investigação foi iniciada após a própria Embaixada dos Estados Unidos repassar informações às autoridades brasileiras sobre alertas de segurança. A partir desse canal, a Polícia Federal mobilizou equipes para checar a veracidade dos dados e adotar medidas preventivas, que culminaram nas buscas realizadas em regime de sigilo judicial. O alerta gerado pelas supostas ameaças teve impacto direto na rotina diplomática na última sexta-feira, quando os governos dos Estados Unidos e da Austrália decidiram suspender temporariamente os serviços consulares presenciais em todas as cidades brasileiras onde operam, citando motivos de segurança. As duas nações integram a aliança de compartilhamento de inteligência conhecida como Five Eyes, e o governo australiano chegou a mencionar publicamente um risco potencial de terrorismo às vésperas do primeiro turno do pleito eleitoral brasileiro. Apesar da medida adotada pelas representações estrangeiras, o comando da Polícia Federal reforçou que as varreduras e análises técnicas não comprovaram qualquer elemento material que sustentasse a existência de um risco efetivo para a embaixada norte-americana ou para qualquer outra chancelaria sediada no Brasil. O balanço divulgado pela corporação durante a entrevista no CICC também abordou a atuação da segurança pública no contexto das eleições. Até o início da tarde de domingo, a PF contabilizou a instauração de seis inquéritos policiais e a lavratura de 18 termos circunstanciados de ocorrência voltados à apuração de crimes eleitorais em diversos estados brasileiros, incluindo Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Distrito Federal, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba. A atuação integrada das forças de segurança resultou na condução de 59 pessoas para esclarecimentos até aquele horário. Além disso, os agentes apreenderam um montante total de R$ 789.828,50 em bens e valores, sendo R$ 383.627,50 localizados em espécie. Entre as infrações mais frequentes monitoradas pelas equipes estão a propaganda eleitoral irregular e a prática de corrupção eleitoral, com ênfase na compra de votos. A Polícia Federal destacou que os números financeiros e operacionais apresentados no balanço são parciais e ainda passarão por etapas de validação oficial.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







