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TRE-RJ suspende porte de arma e autoriza inquérito contra deputado

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TRE-RJ suspende porte de arma e autoriza inquérito contra deputado

Justiça Eleitoral determina entrega de armas de deputado estadual Alexandre Knoploch após confusão política na Zona Norte do Rio de Janeiro Medidas cautelares impostas pelo TRE-RJ incluem proibição de aproximação do comitê de campanha do Psol e abertura de inquérito policial com prazo de 30 dias. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a suspensão imediata do porte de arma do deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch, filiado ao PL. A medida cautelar, que permanece válida até o dia 5 de outubro, data posterior ao primeiro turno das eleições, foi acompanhada pela autorização para a abertura de um inquérito policial voltado a apurar os desdobramentos de uma confusão política registrada durante atos de campanha na capital fluminense. Conforme a determinação da Justiça Eleitoral, o parlamentar terá de entregar à Polícia Federal todas as armas de fogo registradas em seu nome. O prazo estipulado para a entrega do armamento é de 24 horas contadas a partir do momento em que o parlamentar for oficialmente notificado da decisão. O inquérito policial instaurado para investigar o caso contará com supervisão direta do próprio tribunal e estabelece um prazo inicial de trinta dias para a sua conclusão. A controvérsia que motivou a intervenção da Justiça Eleitoral teve início na última segunda-feira (28), na Praça Saens Peña, localizada no bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. No local, Alexandre Knoploch realizava ações de propaganda e campanha eleitoral quando acabou se envolvendo em um bate-boca generalizado com simpatizantes e integrantes da equipe de campanha de Flávio Serafini, que também exerce o cargo de deputado estadual e concorre à reeleição pelo Psol. De acordo com os relatos contidos na notícia-crime e na petição formalizada pela Procuradoria Regional Eleitoral, a situação começou com uma discussão verbal marcada por provocações mútuas entre os dois grupos políticos presentes na praça pública. A apuração inicial dos órgãos competentes aponta que o cenário de animosidade escalou rapidamente, culminando em atos que agora passam a ser investigados na esfera criminal. Os documentos apresentados perante a Justiça Eleitoral detalham que, no ápice do desentendimento, o deputado Alexandre Knoploch sacou um recipiente contendo spray de pimenta e realizou disparos do produto químico na direção de pessoas que se encontravam na calçada. Entre os atingidos pelo gás, segundo os registros oficiais do caso, havia inclusive pessoas idosas. Além do uso do spray de pimenta, a acusação aponta que o parlamentar teria proferido ameaças contra os presentes e exibido ostensivamente uma arma de fogo que levava oculta sob a camiseta, o que motivou o acionamento imediato das forças de segurança pública. Diante da gravidade dos fatos narrados pela Procuradoria Regional Eleitoral, o TRE-RJ impôs uma série de restrições severas ao parlamentar para garantir a ordem pública e a segurança do processo eleitoral. Além da entrega das armas à Polícia Federal e da suspensão do porte, Knoploch foi proibido de acessar ou frequentar o comitê de campanha do deputado estadual Flávio Serafini até o encerramento do primeiro turno, fixado para o dia 5 de outubro. A decisão judicial também estabelece uma rigorosa restrição de contato. O candidato do PL está proibido de se comunicar, por qualquer canal ou meio, de forma direta ou indireta por intermédio de terceiros — incluindo perfis e mensagens em redes sociais —, com o deputado Flávio Serafini e com Maria de Lourdes do Carmo, mais conhecida como Maria dos Camelôs, que concorre ao cargo de segunda suplente de senadora pela legenda do Psol. A ordem de restrição e distanciamento estende-se igualmente aos demais integrantes das respectivas campanhas políticas dos candidatos do Psol. Apesar da amplitude das medidas cautelares determinadas pelo tribunal eleitoral, a Corte ressalvou que as proibições impostas a Alexandre Knoploch não interferem no exercício de suas funções legislativas. Com isso, o deputado mantém o direito de frequentar as dependências físicas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), assegurando assim o pleno funcionamento e a representação inerentes ao seu mandato parlamentar. Procurado pela imprensa para prestar esclarecimentos a respeito do episódio e da decisão judicial, o deputado estadual Alexandre Knoploch optou por remeter a sua manifestação pública aos pronunciamentos já realizados em suas contas oficiais nas redes sociais. Em um vídeo veiculado na internet, o parlamentar confirmou que já efetuou a entrega de suas armas de fogo às autoridades da Polícia Federal e assegurou que irá cumprir integralmente todas as determinações judiciais, incluindo a obrigação de manter a distância estipulada em relação ao comitê de campanha do Psol na capital fluminense.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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