Incêndio destrói bloco de laticínio em Nova Veneza e mobiliza bombeiros de três municípios Chamas consumiram estrutura de 800 metros quadrados às margens da Rodovia Valentim Damiani; telhado desabou durante o sinistro e ninguém ficou ferido Uma ocorrência de grandes proporções mobilizou guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina na noite deste sábado, dia 26, no município de Nova Veneza, no Sul do estado. Um incêndio consumiu integralmente uma edificação de aproximadamente 800 metros quadrados pertencente às instalações de uma empresa de laticínios, situada no bairro Guarapari. O chamado de emergência foi registrado pela corporação por volta das 19h52, indicando que o fogo tomava conta de uma das estruturas industriais localizadas às margens da Rodovia Valentim Damiani. O espaço afetado concentrava áreas essenciais de apoio à operação da unidade, abrigando todo o setor administrativo, além de refeitório, vestiários e a lavanderia da empresa. Os primeiros socorristas a alcançar o local pertenciam ao quartel de Forquilhinha. Diante da intensidade do fogo e do risco iminente de propagação para outros pontos do complexo, a guarnição inicial adotou como estratégia prioritária a contenção das chamas para proteger uma edificação vizinha. Essa manobra defensiva evitou que o fogo ganhasse proporções ainda maiores enquanto as equipes aguardavam reforços operacionais. Para conter o avanço do incêndio, foi montada uma força-tarefa envolvendo socorristas de cidades vizinhas. Equipes do posto de Rio Maina e de Criciúma deslocaram-se rapidamente em apoio à operação, somando esforços materiais e humanos para viabilizar duas frentes distintas de combate. No setor onde funcionava a administração do laticínio, a força do calor e das chamas provocou o colapso estrutural, resultando no desabamento completo da cobertura. Por conta da instabilidade e do risco de novos desmoronamentos, os bombeiros atuaram estritamente pelo lado de fora da edificação nesse trecho, lançando jatos de água em pontos estratégicos para sufocar o fogo que consumia os escombros. Simultaneamente, outra frente de combate ingressou nas dependências que abrigavam os vestiários, o refeitório e a lavanderia. Nesses compartimentos internos, os militares conseguiram avançar por terra para realizar o ataque direto aos focos, contendo as chamas antes que toda a alvenaria fosse comprometida. Ao longo de toda a intervenção, as viaturas de combate a incêndio utilizaram cerca de 23 mil litros de água. O volume expressivo foi fundamental tanto para o controle das chamas mais ativas quanto para o resfriamento das paredes e estruturas remanescentes. Após a extinção do fogo visível, as guarnições iniciaram a fase de rescaldo. Essa etapa consistiu no revolvimento cuidadoso do material queimado e na aplicação de água residual em áreas com fumaça, procedimento essencial para neutralizar brasas ocultas e afastar qualquer risco de reignição. Apesar da magnitude do sinistro e da destruição material provocada no bloco de 800 metros quadrados, nenhuma pessoa se feriu durante o episódio. Concluídos os trabalhos de rescaldo e a conferência de segurança de todo o perímetro atingido, o imóvel foi formalmente entregue sob a responsabilidade dos proprietários do laticínio. A causa que deu início às chamas não foi informada.
Fonte: Sul in Foco







