Homem fica pendurado em paredão de pedra após queda e mobiliza operação de resgate em Florianópolis Praticante perdeu a sustentação durante a subida nesta quinta-feira (24) e equipes de socorro foram acionadas para retirar a vítima de local de difícil acesso na capital catarinense Uma atividade de escalada esportiva terminou em susto e mobilizou equipes de emergência na tarde desta quinta-feira (24), em Florianópolis. Um homem realizava a subida de um paredão rochoso na capital catarinense quando perdeu o contato com a superfície da pedra, sofreu uma queda e acabou ficando suspenso na estrutura vertical, dependendo de uma operação especializada para ser retirado do local em segurança. O incidente aconteceu durante o processo de ascensão. Em determinado trecho da via, o praticante não conseguiu manter a aderência ou os pontos de apoio necessários na rocha, resultando na perda de contato direto com a formação geológica. Com a queda contida pelos sistemas de sustentação, o esportista permaneceu pendurado em meio à parede, impossibilitado de concluir a subida ou retornar ao solo por meios próprios. A situação atípica e de alto risco exigiu o acionamento imediato de profissionais treinados para ocorrências de busca e resgate em áreas de relevo acidentado. Florianópolis, conhecida por suas belezas naturais e formações rochosas que atraem esportistas do Brasil inteiro, possui trechos de difícil acesso onde qualquer incidente requer planejamento minucioso para evitar novos acidentes durante a aproximação. Ao receberem o chamado no período da tarde, as equipes de socorristas se deslocaram para estruturar a estratégia de intervenção vertical. Trabalhos dessa natureza exigem procedimentos específicos de salvamento em altura, área técnica que envolve a fixação de ancoragens seguras no topo ou na base do maciço, o gerenciamento de cordas e a avaliação contínua das condições estruturais da rocha e dos ventos na região. A mobilização concentrou esforços para alcançar o homem com agilidade e garantir a sua integridade física. Quando um esportista permanece suspenso por muito tempo após uma interrupção abrupta de subida, o tempo de resposta se torna um fator determinante. A permanência prolongada no arnês ou equipamento de segurança, sem movimentação das pernas, pode gerar complicações circulatórias conhecidas em atividades verticais, o que torna a retirada rápida uma das prioridades táticas das forças de salvamento. Os procedimentos para a remoção da vítima em paredões de pedra demandam coordenação precisa entre os socorristas que acessam a rocha e as equipes que realizam o suporte de solo. Dependendo da altura em que a pessoa se encontra e do grau de inclinação do terreno rochoso, o resgatista pode optar pela descida controlada em rapel até a posição do escalador ou pelo içamento assistido, conectando o esportista a uma linha de segurança adicional antes de soltá-lo dos pontos originais. A geografia da capital de Santa Catarina oferece inúmeras opções para quem pratica modalidades ao ar livre, combinando costões à beira-mar, morros e formações graníticas que desafiam escaladores de diferentes níveis de experiência. No entanto, a atividade traz riscos inerentes ao ambiente natural, onde pequenos desprendimentos de pedra, perda momentânea de aderência pelo calor ou umidade e fadiga muscular podem interromper a progressão de uma via. Especialistas e instrutores de montanhismo frequentemente reforçam que a prevenção começa muito antes de se colocar as mãos na pedra. O planejamento de cada investida em rocha deve considerar o traçado da via, as condições meteorológicas do dia, a comunicação eficaz entre a dupla de escaladores e a conferência minuciosa dos equipamentos de proteção individual e coletiva, como capacetes, fitas, mosquetões e cordas certificadas. Mesmo com equipamentos adequados, a perda de sustentação em uma via vertical pode transformar uma prática recreativa em um cenário de emergência que requer a intervenção de profissionais especializados. A ocorrência desta quinta-feira reforça a importância de que praticantes de esportes de aventura estejam sempre acompanhados, portem meios de comunicação para contato imediato com os serviços de emergência e saibam descrever o ponto de localização exato em casos de necessidade de salvamento. Após a mobilização na tarde do dia 24, as equipes técnicas concentraram as atenções na finalização da descida segura do homem, liberando o paredão e garantindo o atendimento adequado ao esportista após o susto em meio à natureza da Ilha de Santa Catarina.
Fonte: Jornal Razão







