Apontado como um dos principais nomes para assumir o comando técnico do Internacional, Eduardo Baptista carrega em seu currículo recente um retrospecto marcante e doloroso: bater na trave na tentativa de retornar à divisão de elite do futebol nacional por três temporadas consecutivas.
Três anos batendo na porta da Série A
O roteiro de frustrações começou no interior paulista. À frente do Novorizontino, o comandante realizou campanhas consistentes nas edições de 2023 e 2024 da Série B, mas encerrou ambas na quinta colocação, a apenas um degrau de assegurar a vaga na primeira divisão.
A sina persistiu em 2025, já na condução do Criciúma. Mais uma vez, Baptista fechou o campeonato imediatamente atrás do bloco dos quatro promovidos, terminando na incômoda quinta posição da tabela.
O drama recente e a perda de fôlego no Tigre
A oportunidade perdida mais marcante aconteceu justamente na reta final da Série B de 2025. O time catarinense dependia de uma simples igualdade diante do Cuiabá, na 38ª rodada, para sacramentar o retorno à elite. Contudo, o revés por 1 a 0 manteve a equipe com 61 pontos, selando a perda do acesso nos momentos finais do torneio.
Mantido no cargo para 2026, o treinador construiu um início promissor com o Tigre. O elenco liderou a competição e encerrou a primeira metade da disputa somando 39 pontos em 19 rodadas, sustentado por uma invencibilidade de 15 partidas. No entanto, a queda de rendimento no returno e os tropeços em sequência afastaram a equipe da briga direta pelo topo.
Cenário oposto na mira do Colorado
Caso confirme sua transferência para o Beira-Rio, Eduardo Baptista terá pela frente uma atmosfera inteiramente distinta da vivenciada nos últimos anos. No lugar de estruturar elencos em busca do topo da tabela e do acesso, a prioridade no clube gaúcho será gerenciar a pressão e afastar os riscos de descenso no Campeonato Brasileiro.
Fonte: TNSul







