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Defesa Civil de Santa Catarina confirma a passagem de três tornados e duas microexplosões e explica a formação dos fenômenos

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Defesa Civil de Santa Catarina confirma a passagem de três tornados e duas microexplosões e explica a formação dos fenômenos

Tornados e microexplosões em SC: Defesa Civil confirma fenômenos extremos que atingiram 126 municípios Passagem de linha de instabilidade provocou três tornados e duas microexplosões em quatro dias, deixando milhares de desalojados, desabrigados e duas vítimas fatais no estado. Uma sequência de temporais severos que atingiu Santa Catarina desde o último domingo, dia 1º de novembro, foi oficialmente caracterizada pela passagem de três tornados e duas microexplosões em diferentes regiões do estado. De acordo com a Secretaria de Proteção e Defesa Civil, o cenário de destruição já contabiliza 126 municípios afetados, 62 decretos de situação de emergência, 6.423 residências danificadas, além de 100 pessoas desabrigadas, 557 desalojadas e dois óbitos confirmados ao longo de quatro dias consecutivos de alertas e ocorrências. A série de eventos extremos teve início antes mesmo da formação do sistema mais severo, registrado na quarta-feira, dia 4. Ainda na tarde de domingo, uma tempestade severa atingiu o município de Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense, provocando estragos em 891 residências, além de quedas de árvores, postes de energia e estruturas metálicas. Análises meteorológicas posteriores confirmaram que o evento foi provocado por uma microexplosão, fenômeno em que uma intensa corrente de ar frio desce do interior da nuvem de tempestade, choca-se contra o solo e se espalha radialmente, causando danos severos e concentrados em uma área restrita. O mesmo fenômeno voltaria a se repetir na quarta-feira, desta vez em Timbó Grande, onde 25 habitações foram danificadas em poucos minutos por ventos que derrubaram árvores a partir de um ponto central. O ápice da instabilidade ocorreu na quarta-feira, impulsionado pela chegada de uma linha de instabilidade que ingressou pelo Oeste catarinense por volta das 9h30, após se deslocar do Rio Grande do Sul. O meteorologista da Defesa Civil Caio Guerra explica que o sistema, caracterizado por tempestades severas organizadas linearmente, pode se estender por centenas de quilômetros e se deslocar de maneira acelerada. Segundo o especialista, a mudança repentina nas condições atmosféricas é uma das marcas registradas desse tipo de formação, que altera bruscamente a direção e a intensidade dos ventos em questão de minutos, antecedida por um clima abafado e sucedido por chuvas moderadas. Graças ao monitoramento por radares meteorológicos, a Defesa Civil conseguiu emitir alertas antecipados por meio do sistema de Cell Broadcast, enviando mensagens críticas diretamente aos aparelhos celulares com cerca de 15 minutos de antecedência para as zonas na rota do temporal. Às 10h30 de quarta-feira, o primeiro tornado atingiu o município de Chapecó, que registrou o maior impacto do estado com aproximadamente 2.400 residências afetadas. Apenas vinte minutos depois, às 10h48, o radar identificou um segundo tornado a cerca de 50 quilômetros de distância, no município de Xanxerê, enquanto rajadas de vento superiores a 100 km/h castigavam toda a região Oeste e Extremo-Oeste. Por volta das 13h30, a linha de instabilidade cruzou o Planalto Norte e deu origem ao terceiro tornado do período, registrado em Rio Negrinho. No local, a força dos ventos arrancou árvores pela raiz, danificou copas de araucárias e destruiu telhados de 134 residências, antes que o sistema avançasse em direção ao território paranaense após um trajeto de aproximadamente quatro horas de travessia pelo estado catarinense. Para diferenciar os eventos, os meteorologistas utilizam análises detalhadas de radar, inspeções de campo e registros fotográficos aéreos, observando que o tornado apresenta um padrão de ventos rotacionais que derrubam árvores em direções opostas em um rastro estreito, enquanto a microexplosão dispersa os destroços a partir de um centro de impacto linear e amplo. Diante da recorrência de eventos severos, a Defesa Civil reforça orientações cruciais de segurança para a população. Antes da chegada de temporais, é fundamental verificar a integridade estrutural dos telhados, retirar objetos soltos de áreas externas, desligar aparelhos eletroeletrônicos e o gás, e evitar o estacionamento de veículos próximos a árvores, postes ou torres. No momento exato da passagem de um tornado, a recomendação é buscar refúgio imediato nos cômodos mais internos e sem janelas das residências, como banheiros, ou abrigar-se no pavimento inferior, protegendo a cabeça com colchões e cobertores. Quem estiver ao ar livre deve procurar valas ou depressões no terreno, mantendo distância de estruturas vulneráveis. Após o temporal, as autoridades desaconselham terminantemente a aproximação de construções danificadas ou o manuseio de fios elétricos caídos, devendo o retorno aos lares ocorrer apenas após a liberação oficial da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros, que pode ser acionado pelo telefone 193, assim como a Defesa Civil pelo número 199. Para manter a população informada em tempo real e de forma preventiva, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil disponibiliza canais gratuitos de aviso, incluindo o envio do CEP por SMS para o número 40199, o cadastramento via WhatsApp pelo contato (61) 2034-4611, o canal oficial no WhatsApp e o sistema automatizado Cell Broadcast, que emite alertas críticos de emergência em áreas de risco sem a necessidade de cadastro prévio.

Fonte: noticias sc

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