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Chacina em Itapema: foragido da “saidinha” está entre os condenados a mais de 269 anos de prisão

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Chacina em Itapema: foragido da “saidinha” está entre os condenados a mais de 269 anos de prisão

Chacina em Itapema: tribunal condena envolvidos a mais de 269 anos de prisão após julgamento histórico Um dos condenados pelo ataque que deixou três mortos e dezenas de tiros disparados na Meia Praia era foragido do benefício da saída temporária e acabou capturado na faixa de fronteira. Um julgamento maratona que se estendeu por toda a madrugada desta semana no litoral de Santa Catarina resultou na condenação severa dos envolvidos em uma chacina que chocou o município de Itapema. O tribunal popular sentenciou os réus a somarem mais de 269 anos de reclusão pelos crimes cometidos durante um atentado brutal que vitimou três pessoas em plena luz do dia, em uma das regiões mais movimentadas da Meia Praia. Entre os alvos da Justiça está um criminoso que se encontrava foragido do sistema prisional após não retornar de uma saída temporária, conhecida popularmente como saidinha, e que acabou localizado e preso por autoridades policiais na região de fronteira do país. O caso remonta ao ataque armado que transformou a Meia Praia em cenário de guerra, quando um veículo foi interceptado e atingido por mais de 30 tiros disparados por criminosos. A violência da emboscada resultou na morte imediata dos ocupantes do automóvel, gerando grande repercussão e pânico entre moradores e turistas que transitavam pela área urbana de Itapema. A investigação conduzida pelas forças de segurança apontou planejamento e execução fria, o que levou o Ministério Público a sustentar uma acusação robusta perante o Tribunal do Júri. Durante a sessão de julgamento, que exigiu forte esquema de segurança e avançou pela madrugada devido à complexidade do caso e ao volume de provas apresentadas, os jurados acataram integralmente as teses da acusação. A sentença expressiva, que ultrapassa a marca de dois séculos e meio de prisão somada entre os réus, reflete a gravidade dos delitos e a repercussão social da chacina. Para a Justiça catarinense, a resposta penal severa é um marco no combate ao crime organizado e à violência urbana na região litorânea. A captura de um dos principais condenados adicionou um capítulo estratégico ao desfecho do processo judicial. O réu, que cumpria pena em regime semiaberto e havia aproveitado o benefício da saída temporária para romper o monitoramento e fugir, tornou-se alvo de uma intensa operação de busca. O cerco policial culminou com a sua localização em uma zona de fronteira brasileira, onde tentava escapar definitivamente da jurisdição nacional antes de ser extraditado e devolvido ao sistema prisional para o início do cumprimento da pena imposta pelo júri popular em Itapema.

Fonte: Jornal Razão últimas notícias

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