Fim da escala 6×1: Dino mantém exigências e rejeita adiamento pedido pelo comércio Ministro do STF manteve prazo de 16 de dezembro e convocou reunião de conciliação entre empresários e centrais sindicais, reforçando que redução de jornada e folga dupla não são negociáveis. A discussão sobre o fim da tradicional escala de trabalho de seis dias de labor por um de descanso ganhou um capítulo decisivo no Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Flávio Dino sinalizou firmeza em relação às mudanças trabalhistas e descartou recuos em pontos centrais da pauta. O setor comercial brasileiro tem pressionado nos últimos dias por uma moratória na transição, buscando adiar o fim da escala 6×1 para se adaptar às novas regras. No entanto, o magistrado foi enfático ao declarar que a redução da jornada semanal e a garantia de folga dupla não estão em negociação, frustrando as expectativas iniciais do empresariado por flexibilizações mais amplas no cronograma. Apesar da pressão econômica, o relator da ação no STF optou por não suspender o prazo limite estabelecido para o próximo dia 16 de dezembro. A data permanece como marco regulatório central para a implementação das diretrizes que vêm mobilizando o debate público, o Congresso Nacional e o mercado de trabalho em todo o país. Como parte dos desdobramentos processuais, o ministro determinou o envio de pedidos formais de informações ao Congresso Nacional, buscando alinhar o entendimento entre o Poder Judiciário e o Legislativo sobre o andamento da pauta trabalhista. A medida visa garantir segurança jurídica e respaldo institucional às decisões que estão sendo tomadas na mais alta corte do país. Para tentar pavimentar um caminho de diálogo entre as partes afetadas, Dino marcou uma audiência de conciliação oficial para a próxima terça-feira, dia 10. O encontro colocará na mesma mesa representantes do setor produtivo, incluindo empresários do comércio e da indústria, e líderes das principais centrais sindicais do Brasil. Enquanto as entidades empresariais argumentam que a transição abrupta pode gerar impactos negativos na operação e nos custos do setor de serviços e comércio, os sindicatos defendem a urgência da medida como forma de garantir saúde mental, qualidade de vida e dignidade para os trabalhadores submetidos ao regime atual. A reunião da próxima terça-feira será crucial para definir os contornos finais de como a transição ocorrerá na prática, embora o posicionamento rígido do relator indique que o núcleo da reforma, focado na diminuição das horas trabalhadas e na ampliação do descanso semanal, permanecerá inalterado, impondo novos desafios para a gestão de recursos humanos nas empresas brasileiras.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







