Justiça suspende programa municipal de distribuição gratuita do remédio Mounjaro Decisão liminar atende a pedido da farmacêutica Eli Lilly e interrompe iniciativa popularmente apelidada de “Bolsa Mounjaro” em cidade do interior. A Justiça determinou a suspensão imediata de um programa municipal que garantia o fornecimento gratuito do medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade em uma cidade do interior, após uma ação judicial ajuizada pela Eli Lilly, empresa farmacêutica detentora da patente do produto. A medida derruba temporariamente a iniciativa que havia ganhado repercussão na região e que vinha sendo popularmente apelidada por moradores e gestores locais como “Bolsa Mounjaro”. A interrupção do tratamento gratuito ocorreu em atendimento a um pedido formal apresentado pela fabricante do medicamento. Nos bastidores jurídicos, a farmacêutica argumentou contra a viabilidade e a segurança da distribuição de um medicamento de alto custo por vias municipais fora dos canais tradicionais de regulação e fornecimento farmacêutico, resultando na decisão desfavorável ao programa público. O apelido carinhoso de “Bolsa Mounjaro” havia se popularizado rapidamente entre os cidadãos devido ao impacto financeiro do medicamento, considerado um dos tratamentos mais modernos e caros disponíveis atualmente para o controle da obesidade e o manejo do diabetes tipo 2. A gratuidade oferecida pela prefeitura representava um alívio econômico expressivo para pacientes que dependiam da medicação e viam no programa municipal a única oportunidade de acesso contínuo à terapia. Com a suspensão da iniciativa pela Justiça, a administração municipal e os pacientes agora aguardam os próximos desdobramentos do processo na esfera judicial. A decisão coloca em debate os limites da atuação dos governos municipais na aquisição e distribuição direta de medicamentos de marca de alto custo, além de gerar apreensão entre os beneficiários que tiveram o tratamento interrompido abruptamente.
Fonte: Saúde SC







