Câmara de Criciúma: Comissão de Ética pede afastamento de vereador que chamou advogados de ladrões Medida disciplinar contra Amaral Bittencourt tramita no Sul de Santa Catarina após declarações em que o parlamentar afirmou que profissionais da advocacia estudam para roubar os pobres A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aprovou um parecer que recomenda o afastamento por 30 dias do vereador Amaral Bittencourt, filiado ao PSD, após o parlamentar proferir declarações polêmicas em que chamou advogados de ladrões e afirmou publicamente que os profissionais da área estudam para roubar os pobres. A decisão da comissão representativa do Legislativo municipal de Criciúma ocorre em resposta às fortes declarações dadas pelo parlamentar, que geraram repercussão imediata e repúdio de entidades de classe da advocacia na região sul catarinense. O processo disciplinar foi instaurado para apurar a conduta do vereador sob a acusação de quebra do decoro parlamentar, infração prevista no regimento interno da casa legislativa. Com a aprovação da medida punitiva no âmbito da Comissão de Ética, o caso agora segue para os trâmites regimentais necessários dentro da Câmara de Criciúma. O afastamento cautelar de trinta dias proposto pelo colegiado representa uma das sanções políticas previstas para coibir abusos verbais e posturas incompatíveis com o exercício da representação popular por parte dos agentes políticos locais. As declarações de Amaral Bittencourt que motivaram o processo de cassação ou suspensão temporária foram alvos de críticas severas de representantes jurídicos e da sociedade civil organizada. Para os críticos, a fala generalizou e desrespeitou a classe dos advogados, além de desmerecer a função constitucional exercida pelos profissionais na defesa dos direitos dos cidadãos e na garantia do acesso à justiça em Criciúma e em todo o estado de Santa Catarina. A defesa do vereador e o próprio parlamentar ainda podem apresentar manifestações conforme o andamento processual na Câmara Municipal. Enquanto isso, o clima nos bastidores políticos do município do Sul catarinense permanece de expectativa quanto à votação oficial em plenário, momento em que os demais vereadores decidirão se ratificam ou não a recomendação de afastamento por trinta dias sugerida pelo colegiado de ética.
Fonte: Criciúma







