Homem é preso em Santa Catarina suspeito de vender ayahuasca pelas redes sociais e entregar para todo o país Operação policial em Palhoça culminou na prisão do suspeito de 37 anos, que agora responde pelo crime de tráfico de drogas e pode pegar até 15 anos de reclusão Um homem de 37 anos foi preso em flagrante no município de Palhoça, na Região Metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina, sob a acusação de comercializar ilegalmente ayahuasca por meio de redes sociais e realizar entregas do chá para diversos estados do território nacional. A prisão, divulgada pelas autoridades policiais locais, resultou no indiciamento formal do suspeito pelo crime de tráfico de drogas, conduta cuja pena prevista pela legislação brasileira varia de cinco a 15 anos de prisão em regime fechado. De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades de segurança pública catarinenses, o suspeito utilizava plataformas digitais e aplicativos de mensagens para atrair clientes e concretizar as vendas do entorpecente, que tem uso restrito e controlado no Brasil. O esquema funcionava de maneira estruturada para burlar a fiscalização, utilizando o sistema de transporte postal e de encomendas para despachar a substância a compradores localizados em diferentes regiões do país. A ayahuasca, também conhecida como Daime, é uma bebida psicoativa milenar de origem amazônica utilizada em rituais religiosos tradicionais. No entanto, a legislação brasileira estabelece critérios rígidos e regulamentações específicas para o seu consumo e comercialização, permitindo o uso ritualístico apenas dentro de contextos religiosos devidamente autorizados. A venda aberta ao público geral, desvinculada de preceitos legais e realizada através de redes sociais sem qualquer controle sanitário ou institucional, configura crime contra a saúde pública e tráfico de drogas. O inquérito policial agora segue os trâmites legais para apurar a extensão completa da rede de distribuição comandada pelo suspeito, incluindo a identificação de possíveis fornecedores e de outros envolvidos no esquema de comercialização interestadual. O homem permanece à disposição da Justiça catarinense, enquanto o material apreendido durante a operação em Palhoça passa por perícia técnica para confirmar a composição química das substâncias comercializadas.
Fonte: Saúde SC







