Caso Luana Mendes Darella: Polícia Civil conclui que morte em Criciúma foi latrocínio e não feminicídio Investigação aponta que suspeito estrangulou a vítima de 29 anos com um fio de carregador após ir à residência dela para entregar drogas e decidir roubar eletrônicos; inquérito foi enviado ao Ministério Público. A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta quarta-feira (4) a investigação sobre a morte de Luana Mendes Darella, de 29 anos, encontrada morta em sua residência no mês de agosto deste ano, no bairro Fábio Silva, em Criciúma, no Sul catarinense. O homem investigado pelo crime confessou em depoimento ter estrangulado a vítima utilizando um fio de carregador de celular para roubar objetos eletrônicos do imóvel. Com a elucidação dos fatos, a corporação descartou a suspeita inicial de feminicídio e passou a tratar formalmente o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O corpo de Luana foi localizado no dia 16 de agosto na casa onde ela morava na companhia dos dois filhos, de quatro meses e sete anos de idade. No período imediatamente posterior ao crime, a linha investigativa inicial considerou a possibilidade de um feminicídio, hipótese levantada principalmente em decorrência do histórico recente de término de relacionamento vivenciado pela vítima. Contudo, o avanço das diligências policiais revelou uma motivação completamente distinta para o homicídio. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito, identificado preliminarmente pelas iniciais D. V. S., deslocou-se até a residência de Luana durante o período da madrugada com o objetivo de entregar porções de maconha e cocaína que teriam sido encomendadas por ela. Conforme a apuração oficial, ao chegar ao local e visualizar objetos de valor no interior do imóvel, o homem mudou de comportamento e decidiu cometer o assalto. Durante o interrogatório formal realizado após a sua prisão, o investigado confessou a autoria do homicídio, detalhando que utilizou um fio de carregador de celular para cometer o estrangulamento da vítima. Logo após o crime, ele subtraiu diversos objetos eletrônicos do local. Além de confessar o latrocínio, o homem também admitiu perante a autoridade policial o seu envolvimento direto com atividades relacionadas ao tráfico de drogas. O trabalho investigativo conduzido pela Polícia Civil de Criciúma também apontou indícios da possível participação do mesmo suspeito em outro crime de roubo registrado no município, desta vez em ocorrência atendida no bairro Rio Maina. Com a coleta de depoimentos, a consolidação das provas materiais reunidas ao longo dos meses e a finalização dos laudos periciais pertinentes ao caso, o inquérito policial foi concluído. O documento oficial foi remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, acompanhado de uma representação formal contendo um pedido de prisão preventiva contra o acusado. Até o encerramento da divulgação oficial do caso, a Polícia Civil não informou a data exata em que o mandado de prisão mencionado no interrogatório foi cumprido, tampouco esclareceu qual é a situação atual de custódia do investigado junto ao sistema prisional catarinense.
Fonte: Sul in Foco







