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Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

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Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

Taxa Selic: Copom decide nesta quarta-feira rumo dos juros básicos da economia Mesmo com a alta recente do dólar e pressões inflacionárias, analistas de mercado projetam a sexta redução seguida na taxa básica de juros, que atualmente está em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta quarta-feira para definir o rumo da Taxa Selic na penúltima reunião do ano, em um cenário econômico marcado por pressões inflacionárias, instabilidade no câmbio e um colegiado desfalcado. A decisão da autoridade monetária será anunciada oficialmente no início da noite, com expectativas de analistas financeiros apontando para um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros a 13,5% ao ano. A projeção de uma nova redução, a sexta consecutiva no ciclo atual, é sustentada pelo boletim Focus, pesquisa semanal realizada pelo Banco Central junto a instituições financeiras. No entanto, o ambiente econômico apresenta complexidades que têm alterado as apostas de curto prazo do mercado, com parte dos analistas já projetando a estabilização da taxa em 13,5% para o próximo mês, revisando expectativas anteriores de novos cortes sucessivos em dezembro. A reunião do Copom ocorre em um momento de transição administrativa, com o colegiado funcionando com desfalques na diretoria. Os mandatos dos ex-diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expiraram no fim de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos para apreciação e aprovação no Congresso Nacional. O cenário macroeconômico que orienta a decisão dos diretores do Banco Central é influenciado por múltiplos fatores de pressão sobre os preços. Além da alta recente da cotação do dólar e das incertezas geopolíticas decorrentes do conflito no Oriente Médio, a inflação sente os reflexos do aumento dos gastos públicos, das pressões de demanda e dos impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que ameaça encarecer o preço dos alimentos nos próximos meses. Apesar desse conjunto de pressões, a trajetória recente da inflação mostrou sinais de alívio pontual. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32% no mês passado, recuando para a metade da taxa observada no período anterior. No entanto, no acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, mantendo-se acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. De acordo com as regras do sistema de meta contínua em vigor, a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que define o limite superior em 4,5%. Com a inflação acumulada superando esse patamar e as projeções do boletim Focus elevando a estimativa do IPCA para o fechamento deste ano de 5,19% para 5,22%, o Copom enfrenta o desafio de calibrar a política monetária sem comprometer a atividade econômica. A taxa Selic constitui o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação. Ela serve de referência para as negociações de títulos públicos federais e impacta diretamente o custo do crédito em toda a economia. Quando o Copom eleva os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e desestimular o consumo, enquanto a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando a produção, o consumo e a atividade econômica, ainda que com menor controle sobre a inflação. Durante o encontro de dois dias, os membros do Copom avaliam apresentações técnicas detalhadas sobre a evolução e as perspectivas das economias nacional e internacional, além do comportamento dos mercados financeiros. A ata com o detalhamento das discussões e os fundamentos que embasaram a decisão atual será divulgada posteriormente, detalhando o grau de cautela adotado pela autoridade monetária diante do atual panorama fiscal e cambial do país.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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