Adolescente é feito refém com caco de vidro durante motim em unidade socioeducativa de Criciúma Confusão ocorreu no início da noite de domingo no bairro São Sebastião; ação criminosa envolveu tentativa de fuga frustrada e danos ao patrimônio público. Um adolescente foi mantido como refém e ameaçado com um pedaço de vidro encostado no pescoço durante um princípio de motim e tentativa de fuga em uma unidade socioeducativa localizada no bairro São Sebastião, em Criciúma, no Sul catarinense. O episódio de violência foi registrado na noite de domingo, por volta das 18h30, e exigiu a mobilização imediata de equipes da Polícia Militar para conter o tumulto e garantir a segurança no local. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais, a ocorrência teve início quando dois internos conseguiram quebrar a porta de um quarto da unidade e passaram a depredar as instalações. Em meio ao cenário de confusão, um dos envolvidos imobilizou a vítima e posicionou o caco de vidro contra o pescoço dela, enquanto o segundo interno dava cobertura e ajudava a segurar o jovem. O objetivo da dupla era utilizar a vida do refém como moeda de troca para forçar um agente socioeducativo a abrir a grade da área de convivência, viabilizando assim a fuga do prédio. Além do jovem feito refém, um segundo interno também foi alvo da violência praticada pelos suspeitos. Ele foi ameaçado com um pedaço de ferro e sofreu agressões físicas com socos, resultando em um ferimento leve na boca. Conforme os registros da ocorrência, este segundo jovem recusou atendimento médico. A investida criminosa causou danos significativos à infraestrutura da unidade socioeducativa. Durante o tumulto, três portas, uma mesa e duas vidraças foram destruídas. Com a chegada das equipes da Polícia Militar, os internos tentaram escapar do perímetro. Um dos envolvidos na tentativa de fuga tentou se esconder em uma área de mata próxima, mas foi localizado pelos policiais e apreendido em flagrante. O segundo participante do motim conseguiu escapar e, até o encerramento do atendimento à ocorrência, não havia sido localizado. O caso foi formalmente encaminhado à Polícia Civil, que assumiu a investigação para apurar os atos infracionais análogos a crimes graves, incluindo sequestro e cárcere privado, ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio público. A polícia agora trabalha para identificar o paradeiro do adolescente que conseguiu fugir e esclarecer todos os detalhes da dinâmica do motim na unidade de Criciúma.
Fonte: Sul in Foco







