Paciente recusa atendimento de técnico de enfermagem nordestino em UPA de Santa Catarina Caso de xenofobia foi registrado neste domingo no Pronto Atendimento de Forquilhinha; suspeito negou as ofensas e vai responder criminalmente por desacato. Um caso de intolerância e preconceito regional foi registrado neste domingo (1º) no Pronto Atendimento de Forquilhinha, localizado no Sul de Santa Catarina. Um paciente que buscava atendimento médico na unidade de saúde recusou ser atendido por um técnico em enfermagem natural do Nordeste do país e proferiu declarações de cunho xenofóbico, afirmando que os nordestinos deveriam retornar para a terra de origem. A ocorrência mobilizou as equipes de segurança que atuam na região e resultou na responsabilização legal do envolvido. Apesar da gravidade da situação presenciada por profissionais e pacientes que aguardavam atendimento na unidade de saúde, o suspeito negou veementemente ter feito as ofensas xenofóbicas durante a abordagem policial e os procedimentos iniciais. De acordo com as informações divulgadas sobre o episódio, a recusa do atendimento ocorreu de maneira ostensiva dentro das dependências da UPA de Forquilhinha. O profissional de saúde, que atua na unidade prestando assistência à comunidade local, foi alvo de rejeição explícita motivada unicamente por sua origem regional. Durante o desentendimento, o paciente teria exigido a troca do profissional e afirmado publicamente que os nordestinos deveriam voltar para a sua terra. Diante da conduta e do tumulto gerado no ambiente de saúde, as autoridades policiais foram acionadas para intervir na ocorrência e garantir a integridade dos trabalhadores e demais usuários do serviço público. O homem foi conduzido para os procedimentos cabíveis e, conforme os registros oficiais do caso, vai responder criminalmente pela prática de desacato. O episódio reacende o debate sobre o respeito à diversidade regional e a proteção aos trabalhadores de serviços essenciais, como a saúde pública, que frequentemente lidam com situações de vulnerabilidade emocional e, em casos mais graves, com manifestações de preconceito e discriminação no exercício de suas funções profissionais. A investigação e os desdobramentos legais do caso seguem sob a responsabilidade dos órgãos competentes na região sul-catarinense.
Fonte: Jornal Razão







