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Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

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Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Tempestade financeira: Dólar dispara a R$ 5,44 e tem pior semana desde a crise global de 2008 Moeda americana salta mais de 9% em sequência de forte volatilidade pós-eleições, enquanto o Ibovespa desaba quase 18% pressionado por incertezas fiscais e turbulências externas. O mercado financeiro brasileiro encerrou o mês de outubro sob uma onda de forte pressão que culminou, nesta sexta-feira (30), no fechamento do dólar cotado a R$ 5,446, acumulando uma disparada semanal superior a 9%, a maior alta registrada desde a crise financeira internacional de 2008. Enquanto a moeda norte-americana avançou 1,09% no último pregão da semana e renovou o maior valor de fechamento de 2026, a Bolsa de Valores brasileira sofreu um baque histórico: o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, completando cinco sessões consecutivas de baixa e fechando o período com uma desvalorização de 18,12%, a pior marca semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. A guinada abrupta nos mercados nacionais foi impulsionada pela combinação de fatores domésticos e externos. No cenário interno, a semana foi marcada pela intensa reavaliação de posições por parte dos investidores após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa em torno da definição da equipe econômica do próximo governo e a urgência pela apresentação de medidas concretas voltadas ao controle das contas públicas mantiveram o mercado financeiro em estado de alerta máximo em relação aos rumos da política fiscal do país. A volatilidade ganhou tração logo no início da semana. No primeiro pregão após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado na segunda-feira (26), a pressão vendedora foi tão intensa que a queda do principal índice da B3 acionou o circuit breaker, o mecanismo de segurança que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas. Dados da própria B3 evidenciaram o tamanho da fuga de capital estrangeiro, com uma retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações apenas nos três primeiros dias da semana. Além do cenário político e fiscal, o câmbio foi influenciado por movimentos técnicos e preventivos. Na primeira metade do pregão desta sexta-feira, parte da oscilação esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. A isso somou-se a tradicional corrida por proteção cambial por parte dos agentes econômicos antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, comemorado na segunda-feira (2). Durante a sessão, o dólar à vista chegou a bater na máxima de R$ 5,463 por volta das 16h, antes de arrefecer ligeiramente e fechar cotado a R$ 5,446. No acumulado de outubro, a moeda estrangeira registrou alta de 5,27%, revertendo o rumo e passando a acumular valorização de 0,81% no ano. No front internacional, o ambiente de negócios também não ofereceu alívio. Os investidores brasileiros acompanharam de perto uma forte turbulência nos mercados globais, capitaneada por quedas expressivas nas ações de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos e por novas incertezas em torno da inflação e dos juros globais. Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com retração de 1,82%, refletindo o nervosismo do mercado com os resultados do setor tecnológico e a sustentabilidade dos pesados investimentos realizados no segmento de inteligência artificial. Essa aversão ao risco no exterior fortaleceu a moeda norte-americana globalmente frente a uma cesta de divisas fortes e penalizou de forma generalizada as moedas de países emergentes. O índice global do dólar operava em leve alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, no fim da tarde. Com o fechamento negativo desta sexta-feira, o Ibovespa coroou um mês desfavorável, registrando queda de 9,88% em outubro, o pior desempenho mensal desde junho de 2022, quando o indicador havia despencado 11,5%, deixando o mercado local em compasso de espera por definições mais claras da nova rota econômica do país.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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