Escritório de contabilidade em Criciúma é alvo de investigação policial por golpe milionário contra empresários Pelo menos 15 vítimas se mobilizam para buscar medidas judiciais; proprietários estão proibidos de se aproximar dos clientes lesados e defesa alega segredo de justiça. Uma empresa de contabilidade situada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, está na mira da Polícia Civil em decorrência de investigações que apuram prejuízos financeiros severos causados a diversas empresas locais. Conforme apurado pela reportagem junto ao delegado Márcio Campos Neves, que comanda o caso, novas vítimas estão sendo ouvidas e o montante total subtraído ou desperdiçado pode ultrapassar a marca de R$ 1 milhão. Até o momento, a investigação aponta que ao menos 15 pessoas já foram identificadas como vítimas diretas dos prejuízos operacionais e financeiros. Esse grupo de empresários e clientes afetados está se mobilizando de forma conjunta para ingressar com medidas judiciais na esfera cível e criminal contra a contabilidade e os responsáveis pela administração do negócio. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, além das pessoas que já formalizaram a representação criminal, o caso ganhou novos desdobramentos recentes após o registro de denúncias adicionais. Outras três vítimas compareceram à delegacia para relatar prejuízos e solicitar a investigação formal contra os gestores da empresa contábil. Como desdobramento das diligências policiais, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas aos dois proprietários do estabelecimento investigado. Entre as restrições determinadas está a proibição expressa de que ambos se aproximem das vítimas, uma medida protetiva adotada para garantir a integridade do processo e evitar interferências na coleta de depoimentos. A reportagem entrou em contato com a defesa técnica da empresa de contabilidade para obter um posicionamento sobre as acusações e o andamento do caso. O advogado responsável pelos proprietários optou por não se manifestar no momento, justificando que a investigação tramita sob sigilo. De acordo com a defesa, existe um procedimento investigativo que se encontra em segredo de justiça em seu nível máximo. As apurações da Polícia Civil continuam em andamento nos próximos dias com a oitiva de novas testemunhas e a análise de documentos fiscais e contábeis. O objetivo das autoridades é dimensionar com exatidão o tamanho do rombo financeiro e individualizar a responsabilidade civil e criminal dos administradores envolvidos no caso que abala o setor empresarial de Criciúma.
Fonte: Sul in Foco







