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Barbatanas de tubarão declaradas como sardinhas são apreendidas em porto de SC

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Barbatanas de tubarão declaradas como sardinhas são apreendidas em porto de SC

Apreensão histórica de barbatanas de tubarão em porto de Santa Catarina revela fraude bilionária na exportação Carga ilegal de mais de 17 toneladas estava oculta sob rotulagem falsa de sardinhas e tinha como destino final o mercado da Malásia; Ibama aplica multa recorde de R$ 50 milhões à empresa responsável. Uma operação de fiscalização realizada em um porto de Santa Catarina resultou na apreensão de mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão que haviam sido declaradas incorretamente como carga de sardinhas. A operação, que expôs um esquema sofisticado de fraude na exportação de recursos pesqueiros, culminou na aplicação de uma multa severa no valor de R$ 50 milhões imposta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis à empresa envolvida na irregularidade. O material ilícito, que totalizou um volume expressivo de pescado protegido, tinha como destino final o mercado da Malásia, país asiático que figura entre os principais consumidores globais de derivados de tubarão, utilizados principalmente na culinária tradicional. A tentativa de burlar os órgãos de controle alfandegário e ambiental ocorreu por meio da ocultação da verdadeira natureza da carga nos documentos de exportação, onde os produtos de alto valor comercial no mercado negro internacional foram descritos falsamente como espécies comuns e de menor valor regulatório, como as sardinhas. A fiscalização detalhada que antecedeu a apreensão foi conduzida de forma a cruzar dados logísticos e informações de declaração aduaneira, permitindo que os agentes identificassem a divergência entre a documentação apresentada pela exportadora e o conteúdo real acondicionado nos contêineres. A constatação da fraude exigiu a mobilização de equipes especializadas para a verificação física da carga nos terminais portuários catarinenses, onde os fiscais confirmaram a presença exclusiva de barbatanas de tubarão separadas dos corpos dos animais, prática que frequentemente indica o descarte da carcaça no mar e o aproveitamento apenas das barbatanas. O valor da penalidade aplicada pelo Ibama, fixado em R$ 50 milhões, reflete a gravidade do crime ambiental e o impacto deletério que a pesca predatória de tubarões causa aos ecossistemas marinhos globais. A remoção em massa desses predadores de topo de cadeia compromete o equilíbrio biológico dos oceanos, afetando diretamente a dinâmica populacional de diversas outras espécies marinhas e a saúde dos habitats costeiros e oceânicos. As investigações agora prosseguem para determinar a extensão da rede criminosa por trás da tentativa de envio ilegal, mapeando a cadeia de suprimentos que alimentou os estoques clandestinos no litoral brasileiro, bem como identificando eventuais intermediários, embarcações responsáveis pela captura irregular e outros envolvidos na fraude documental. O material apreendido permanecerá sob custódia dos órgãos competentes enquanto tramitam os procedimentos administrativos e judiciais decorrentes da autuação ambiental.

Fonte: Jornal Razão últimas notícias

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