Eleições: centrais sindicais cobram punição após falhas graves na frota de ônibus e transporte público Manifesto assinado por sete entidades aponta restrições deliberadas no segundo turno presidencial, corte drástico de ônibus em capitais e prejuízos diretos ao direito de voto dos cidadãos. Sete das principais centrais sindicais do país divulgaram neste domingo uma contundente nota oficial para denunciar a escassez de ônibus urbanos e diversas restrições operacionais em meios de transporte terrestres, aéreos e fluviais durante o segundo turno da eleição presidencial, exigindo uma investigação rigorosa e punição exemplar aos responsáveis pelas falhas que dificultaram o acesso dos eleitores às urnas em várias regiões do Brasil. O manifesto conjunto carrega a assinatura dos principais dirigentes do movimento operário brasileiro, incluindo Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores; Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores; Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros; e Antonio Gozze, da Pública, que uniram forças para cobrar providências imediatas das autoridades competentes. No documento, as entidades sindicais apontam que a expressiva redução na frota de ônibus em diversas cidades brasileiras configurou um desrespeito frontal a uma determinação expressa do Supremo Tribunal Federal, que estabelece obrigatoriamente a operação integral do sistema de transporte público com cem por cento da capacidade total durante os dias de pleito eleitoral para assegurar a mobilidade da população. A situação caótica nas ruas resultou em milhares de eleitores aglomerados em pontos de ônibus sem qualquer garantia de que conseguiriam embarcar a tempo para votar, um cenário de incerteza que se somou a denúncias graves sobre restrições na operação de voos comerciais e falhas no sistema de transporte por barcas no rio Amazonas, comprometendo a logística democrática em áreas estratégicas do território nacional. Para os dirigentes sindicais, a repetição desses episódios representa uma afronta inaceitável ao Estado democrático de direito, classificando o ocorrido como uma ameaça direta ao exercício da cidadania que precisa ser combatida com rigor institucional, transparência e apuração imediata de todas as denúncias formalizadas ao longo da votação. O texto do manifesto enfatiza que é inadmissível que, em pleno século vinte e um, cidadãos plenamente aptos a exercer o sufrágio sejam impedidos de votar de maneira deliberada, tendenciosa e nefasta, reforçando a necessidade urgente de uma atuação fiscalizatória muito mais efetiva por parte dos órgãos públicos responsáveis pela regulação e controle dos serviços essenciais. As centrais sindicais pontuam ainda que a investigação sobre os entraves no transporte não deve se limitar ao apontamento de responsabilidades entre as esferas de governos estaduais e municipais, exigindo que o poder público esclareça cabalmente as denúncias para garantir de forma absoluta que nenhum eleitor seja prejudicado ou privado de seu voto pela falta de mobilidade urbana.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







