Crise na Saúde Básica: Palhoça registra a segunda pior cobertura de Santa Catarina, aponta Ministério da Saúde Dados oficiais revelam que as equipes dos postos de atendimento cobrem apenas 66% dos moradores, deixando mais de 85 mil pessoas sem assistência adequada e revelando déficit crônico de farmacêuticos na rede municipal. A cidade de Palhoça, na Grande Florianópolis, enfrenta um cenário crítico na área da saúde pública e ocupa a segunda pior posição no ranking estadual de cobertura da atenção básica em Santa Catarina, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O levantamento oficial aponta que a rede municipal de atendimento consegue abranger apenas 66% da população local, o que deixa mais de 85 mil moradores descobertos e sem o acompanhamento regular nos postos de saúde dos bairros. O diagnóstico da pasta federal evidencia fragilidades estruturais expressivas na rede municipal de saúde palhocense. Entre os problemas de maior gravidade identificados no relatório técnico, destaca-se a escassez de profissionais essenciais para a dispensação de medicamentos à população, cenário que compromete o funcionamento cotidiano das unidades básicas e sobrecarrega o sistema de atendimento primário no município. O levantamento detalha que 17 das 22 unidades de saúde em funcionamento no município operam sem nenhum farmacêutico cadastrado em seus quadros oficiais. A ausência desses profissionais não apenas dificulta o acesso da comunidade aos remédios essenciais, mas também impõe barreiras adicionais ao fluxo de atendimento, uma vez que a orientação farmacêutica é parte fundamental do tratamento contínuo de pacientes com doenças crônicas e outras condições de saúde na rede pública. A baixa cobertura assistencial, que atinge pouco mais de dois terços dos habitantes de Palhoça, acende um alerta sobre a capacidade do município em absorver a demanda crescente por consultas médicas, procedimentos de Enfermagem e programas de prevenção. Com mais de 85 mil cidadãos fora da cobertura oficial das equipes de atenção básica, a pressão tende a se deslocar para os serviços de urgência e emergência, que frequentemente enfrentam superlotação devido à falta de capilaridade da rede primária nos bairros. A situação coloca Palhoça em uma posição delicada no contexto da saúde pública catarinense, exigindo planejamento estratégico e investimentos urgentes para a ampliação das equipes de saúde da família e a regularização do quadro de profissionais farmacêuticos. A atenção básica é considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde e a base para a prevenção de agravos, tornando a ampliação da cobertura um desafio incontornável para a gestão municipal nos próximos meses.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







