Criciúma mira R$ 8 milhões para vender naming rights do Estádio Heriberto Hülse Clube catarinense estuda contrato bilionário de dois anos e contrata empresa especializada para avaliar potencial comercial da sua praça esportiva. O Criciúma Esporte Clube intensificou nos bastidores o projeto para comercializar os naming rights do Estádio Heriberto Hülse, estipulando uma meta financeira de aproximadamente R$ 8 milhões por um período de dois anos de parceria. A movimentação, conduzida pela gestão do presidente Pedro Paulo Canella e do vice-presidente Matheus Benetton, busca transformar a força e a visibilidade da tradicional praça esportiva catarinense em uma nova e perene fonte de receita para o clube, que aprimora sua área comercial para atrair investidores de peso do mercado nacional e regional. O valor estipulado pela diretoria carvoeira serve como uma referência inicial para o modelo de negócio que está sendo desenhado, embora o acordo ainda não esteja fechado. Conforme os parâmetros avaliados pelo clube, os valores finais da transação poderão sofrer variações dependendo das condições específicas da parceria firmada e de fatores esportivos determinantes, a exemplo de um eventual acesso do Criciúma à Série A do Campeonato Brasileiro, cenário que ampliaria drasticamente a exposição midiática da marca associada ao estádio. A estratégia de vender os direitos de nome de arenas esportivas segue uma tendência consolidada no futebol brasileiro e internacional. O modelo permite que empresas associem suas marcas a espaços de grande circulação e visibilidade, a exemplo do que já ocorre em estádios de destaque no país, como o Morumbis, do São Paulo, o Allianz Parque, do Palmeiras, e a Arena MRV, do Atlético-MG. No caso do Criciúma, a iniciativa de explorar comercialmente o Heriberto Hülse vem sendo estruturada de forma cautelosa há mais de um ano pela cúpula administrativa. Em depoimento recente concedido ao portal Sul in Foco, o presidente Pedro Paulo Canella destacou que a diretoria tem trabalhado incansavelmente no setor comercial para viabilizar a negociação com segurança. A busca dos gestores é encontrar uma parceria que seja plenamente compatível tanto com o patamar de exposição oferecido pelo clube quanto com a real capacidade de investimento das empresas que demonstram interesse na propriedade. Para fundamentar as tratativas em bases mais sólidas e realistas, a diretoria do Criciúma tomou a iniciativa de contratar uma empresa especializada com a missão específica de auditar e mensurar o valor de mercado de todas as propriedades comerciais do clube. Essa avaliação profissional teve como principal objetivo ajustar as expectativas internas, uma vez que projeções financeiras consideradas em momentos anteriores estavam acima da realidade econômica do mercado atual, fator que vinha gerando entraves e dificultando o avanço das conversas com potenciais parceiros. Com o laudo e a consultoria da empresa especializada, o clube conseguiu estabelecer critérios de precificação que levam em consideração a economia regional, o patamar competitivo das competições disputadas pela equipe e o retorno de visibilidade entregue aos patrocinadores. Esse diagnóstico técnico permite a construção de propostas comerciais muito mais equilibradas e alinhadas tanto com a realidade financeira do Criciúma quanto com os orçamentos das empresas interessadas, elevando de forma significativa as probabilidades de concretização do negócio. No âmbito prático, o clube já conta com uma experiência bem-sucedida que serve de laboratório e referência para este projeto de maior envergadura. A parceria firmada com a Fiat Trentino para a exploração comercial do portão 3 do Heriberto Hülse tem funcionado como um modelo de sucesso, permitindo à diretoria observar de perto como uma marca externa pode se vincular de maneira orgânica a um espaço físico do estádio e quais ativações comerciais podem ser desenvolvidas no dia a dia dos jogos. Essa vivência com o mercado local auxilia a diretoria a apresentar com maior clareza aos futuros investidores o potencial de retorno associado à imagem do Criciúma, ampliando o leque de alternativas de patrocínio. Embora o contrato de R$ 8 milhões por dois anos represente atualmente a principal diretriz de negociação, a diretoria mantém flexibilidade para adequar as cláusulas finais, aguardando o desdobramento das conversas em curso e a evolução do clube dentro das quatro linhas ao longo da temporada.
Fonte: Sul in Foco







