–:–:–
Conecte-se conosco

ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos

4 visualizações
ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos

Alerta da ONU: El Niño pode ser o mais intenso em 40 anos e acelerar crise climática global Organização Meteorológica Mundial aponta que fenômeno climático terá força sem precedentes, provocando ondas de calor extremo, secas severas e inundações em várias regiões do planeta até fevereiro. O mundo enfrenta a possibilidade real de vivenciar o El Niño mais forte das últimas quatro décadas, com potencial para superar padrões históricos e intensificar drasticamente os eventos climáticos extremos em todo o planeta, conforme alertou nesta quarta-feira (21) a diretoria da agência meteorológica das Nações Unidas. O fenômeno deve provocar uma nova onda de calor em áreas específicas, além de desregular severamente os regimes de chuva, resultando em períodos de seca extrema em determinados territórios e inundações catastróficas em outros, segundo a declaração de Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A intensificação do El Niño, prevista para se estender até fevereiro, vem acompanhada de projeções alarmantes sobre o aquecimento global a longo prazo. De acordo com um relatório inédito divulgado nesta quarta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o aumento da temperatura média do planeta deve superar as estimativas anteriores, atingindo patamares entre 1,7 e 1,8 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais já em meados deste século, mesmo considerando o cenário mais otimista. O documento aponta que, apesar da expansão acelerada das energias renováveis e da implementação de políticas climáticas que já reduzem emissões em diversos países, as ações atuais continuam insuficientes. Para alcançar o melhor cenário possível, o Pnuma reforça que são necessárias reduções urgentes e rigorosas nos gases de efeito estufa. As metas indicadas pelo painel determinam que as emissões globais precisam cair 18% em relação aos níveis projetados para 2025 até o final desta década, em 2030, alcançando uma redução de 45% até 2035 e de 69% até 2040. Em contraste com essas necessidades científicas, os planos climáticos nacionais atualmente em vigor preveem quedas modestas, de apenas 5% a 8% até 2030, e de 11% a 15% até 2035. Sob as políticas atuais, o novo relatório projeta um aquecimento global de 2,8 graus Celsius até o ano de 2100. Caso os países implementem integralmente todos os compromissos climáticos já assumidos, a alta prevista é de 2,6 graus Celsius. Ambas as estimativas superam as projeções divulgadas no ano passado, refletindo fatores como a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e revisões nas avaliações de emissões históricas. Diante desse cenário de urgência, os países já se preparam para a próxima rodada de negociações climáticas internacionais na Turquia, durante a COP31. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que a comunidade internacional não pode desistir dos esforços para conter as emissões poluentes que alimentam desastres naturais como inundações e incêndios florestais. Para Guterres, ultrapassar temporariamente a meta estabelecida não significa jogar a toalha, sendo ainda viável manter o aumento da temperatura o menor e mais curto possível, fazendo com que os termômetros voltem a registrar marcas abaixo de 1,5 grau Celsius até o final do século. O Acordo de Paris, firmado em 2015, estabeleceu o compromisso global de tentar manter o aumento médio da temperatura do planeta bem abaixo de 2 graus Celsius, com preferência para o limite de 1,5 grau. No entanto, como o cenário de limitar o aquecimento a 1,5 grau sem nenhuma ultrapassagem deixou de ser considerado viável por especialistas, o Pnuma introduziu uma nova estratégia. O chamado cenário de ultrapassagem mais baixo possível oferece cerca de 50% de chance de que as temperaturas globais consigam retornar à marca de 1,5 grau ou menos até o ano de 2100. Apesar dessa alternativa, o relatório do Pnuma destaca que os novos planos climáticos apresentados pelos governos desde o ano passado não alteraram de forma significativa as projeções de aquecimento futuro. Além disso, a possibilidade real de retorno à meta ideal de 1,5 grau depende diretamente de tecnologias de remoção de carbono em larga escala, cuja viabilidade prática e econômica ainda permanece incerta.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

Mais em Ultimas Notícias

Ver tudo →

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.