Cães resgatados de maus-tratos e rinhas ganham nova chance de adoção em Florianópolis Projeto pioneiro na Capital alia reabilitação comportamental e atendimento veterinário especializado para preparar animais vítimas de violência extrema para um novo lar. Cerca de 30 cães que foram resgatados de situações extremas de crueldade, incluindo maus-tratos graves e participação em rinhas, estão passando por um processo intensivo de reabilitação e treinamento comportamental em Florianópolis, na Região Metropolitana da capital catarinense, com o objetivo de superarem os traumas do passado e conquistarem uma nova família. A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre a Prefeitura de Florianópolis, a Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) e o Hospital Veterinário Municipal, órgãos que uniram esforços para devolver a dignidade e a capacidade de socialização a esses animais. O programa de recuperação é realizado no centro de atendimento e reabilitação conhecido como CãoFiança, um espaço estruturado especialmente para acolher cães que chegam aos órgãos públicos em condições físicas e psicológicas severamente comprometidas. No local, os animais recebem acompanhamento médico-veterinário integral, alimentação balanceada e, sobretudo, um trabalho pedagógico e comportamental conduzido por profissionais capacitados para lidar com sequelas de violência, medo excessivo e reatividade. De acordo com os órgãos responsáveis pela iniciativa, o treinamento é uma etapa fundamental para que os cães possam ser inseridos novamente na sociedade de forma segura. Muitas das vítimas de rinhas e maus-tratos prolongados apresentam perfis comportamentais complexos devido ao histórico de confinamento e agressões, o que exigia um olhar técnico especializado antes de qualquer tentativa de encaminhamento para a adoção responsável. Com a reabilitação, esses animais aprendem a confiar novamente em seres humanos e em outros animais. Todo o processo de preparação no CãoFiança visa encurtar o caminho entre o trauma e a integração a um novo ambiente familiar. Os cães que concluem as etapas de reabilitação e recebem alta médica e comportamental passam a integrar o grupo de animais aptos a encontrar um lar definitivo. A gestão do processo de adoção desses e de outros animais resgatados na capital catarinense é centralizada na própria Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea), que avalia o perfil dos interessados para garantir que a transição ocorra de maneira segura e definitiva. A Prefeitura de Florianópolis destaca que ações como essa reforçam o compromisso do poder público com a causa animal, não apenas no resgate imediato após denúncias de crimes, mas também no pós-resgate, garantindo que a recuperação seja completa. A parceria entre a Dibea e o Hospital Veterinário Municipal tem permitido ampliar a capacidade de atendimento na cidade, oferecendo suporte clínico de alta complexidade para reverter quadros críticos de saúde decorrentes da crueldade humana. Para os cidadãos interessados em transformar a realidade desses cães que superaram o pior lado da humanidade, a adoção pode ser feita diretamente por meio da Dibea. A autarquia orienta sobre os critérios necessários para a adoção responsável, que incluem a apresentação de documentos pessoais, comprovante de residência e a assinatura de um termo de compromisso com o bem-estar do animal, assegurando que eles encontrem um ambiente seguro, acolhedor e livre de qualquer nova ameaça.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







