Médico que chorou por falta de pagamento é afastado de hospital em Camboriú após denúncia Profissional relata ter sido retirado da escala médica até o final do mês, enquanto a administração nega o afastamento definitivo e alega quitação antecipada dos valores devidos. O médico Álvaro Kroetz, que ganhou repercussão nacional após aparecer em um vídeo chorando e cobrando o pagamento do próprio salário, foi retirado das escalas de plantão do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (HCC), em Camboriú, Santa Catarina, após tornar o caso público. Segundo o relato do próprio profissional de saúde, a direção da unidade o removeu de todas as suas funções na escala de atendimento até o encerramento do mês vigente. A medida ocorre dias depois de o médico vir a público expor a situação de precariedade financeira enfrentada pelos trabalhadores da saúde na instituição, gerando forte comoção e debate sobre os direitos trabalhistas no setor. Procurada pela imprensa para esclarecer os desdobramentos do caso, a Associação Hospitalar de Rio do Sul (AHBR), responsável pela gestão da unidade, negou que tenha ocorrido uma demissão do profissional. Em nota oficial enviada à redação, a instituição afirmou que os salários devidos ao médico foram pagos de forma antecipada. No entanto, até o fechamento desta reportagem, a administração hospitalar não enviou os comprovantes bancários ou os documentos que atestam a quitação dos prazos informados. O episódio ganhou força nas redes sociais e chamou a atenção de entidades médicas e órgãos de fiscalização trabalhista, que acompanham os desdobramentos da denúncia. A exposição pública do atraso salarial colocou em evidência a tensão na gestão do hospital em Camboriú e levantou questionamentos sobre a segurança jurídica e trabalhista dos profissionais que atuam na linha de frente da saúde pública e privada na região. Enquanto o impasse entre a administração e o médico continua sem a apresentação formal de provas financeiras por parte da gestão, o profissional segue afastado das atividades assistenciais. O caso segue gerando repercussão no meio médico catarinense e intensifica o debate sobre a transparência nos repasses e pagamentos de plantonistas em unidades hospitalares do estado.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







