Erro médico em Santa Catarina: Justiça condena Estado e instituto por cirurgia no lado errado Paciente que buscava tratamento para o ombro direito passou por procedimento no membro esquerdo após falha de registro no sistema do Hospital São Marcos, em Nova Veneza. Uma paciente que buscou atendimento médico para corrigir um problema no ombro direito acabou passando por uma cirurgia no membro errado em Santa Catarina, após uma falha no sistema de registro da unidade de saúde. O caso, que resultou na condenação judicial do governo estadual e do instituto responsável pela gestão do hospital, ocorreu nas dependências do Hospital São Marcos, localizado no município de Nova Veneza, no Sul catarinense. A decisão judicial determinou que o governo do Estado de Santa Catarina e a organização social que administra o hospital arcem solidariamente com o pagamento de indenização por danos morais fixada em R$ 8 mil. O episódio veio à tona após o desfecho do processo que avaliou a responsabilidade civil pela falha no procedimento cirúrgico e pelos transtornos causados à paciente. De acordo com o histórico do caso, a paciente deu entrada no hospital com indicação clara para a realização de uma intervenção cirúrgica no ombro direito. No entanto, no momento do trâmite interno e da documentação hospitalar, o sistema informatizado da instituição registrou erroneamente a necessidade de operação no ombro esquerdo. A equipe médica seguiu a informação divergente presente nos registros eletrônicos, culminando na realização da cirurgia no membro saudável. A falha na checagem de segurança e no cruzamento de dados entre o diagnóstico clínico da paciente e o prontuário digital gerou a responsabilização das autoridades de saúde e da gestão terceirizada. Na avaliação da Justiça, houve falha na prestação do serviço público de saúde, impondo o dever de indenizar pelos prejuízos de ordem moral decorrentes da negligência e do equívoco crasso durante o atendimento hospitalar. A condenação reforça a responsabilidade objetiva do Estado na prestação de serviços de saúde, mesmo quando a gestão das unidades é repassada a instituições privadas ou organizações sociais. Até o momento, os órgãos competentes e a defesa das partes envolvidas não detalharam se haverá novos recursos contra a sentença que fixou a reparação financeira pelos danos causados à paciente.
Fonte: Saúde SC







