Pix Ultrapassa 1 Bilhão de Chaves Cadastradas no Brasil e Banco Central Revela Raio-X do Uso Sistema de pagamentos instantâneos atinge a marca histórica de 1,008 bilhão de registros em setembro, impulsionado pela preferência por chaves aleatórias e alta movimentação financeira diária. O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil alcançou um marco histórico no fechamento de setembro, quando o número de chaves Pix cadastradas ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 bilhão em todo o país, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O levantamento oficial aponta que o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros ativos no dia 30 de setembro, avançando sobre os 998 milhões de cadastros registrados no mês anterior e consolidando uma expansão de aproximadamente 80 milhões de novas chaves desde o encerramento do ano anterior, período em que a base somava 920 milhões. Apesar de o volume total de chaves romper a barreira bilionária, o Banco Central esclarece que esse montante não reflete diretamente a quantidade individual de usuários ativos na ferramenta. Como a regulamentação vigente permite que uma mesma pessoa física ou jurídica cadastre múltiplas formas de identificação, o ecossistema do Pix reúne atualmente cerca de 170 milhões de clientes cadastrados, o que resulta em uma média aproximada de seis chaves vinculadas por usuário. Do total de registros contabilizados em setembro, a esmagadora maioria, equivalente a 956,7 milhões, está associada a pessoas físicas, enquanto os 51,2 milhões restantes pertencem a empresas de diversos portes. Dentro da distribuição dos cadastros, as chaves aleatórias assumiram a liderança absoluta na preferência dos brasileiros, representando mais da metade do total com 526,8 milhões de registros, o equivalente a 52,3%. Essa modalidade tem sido amplamente adotada por permitir o recebimento de transferências sem a necessidade de expor dados pessoais sensíveis, como o Cadastro de Pessoas Físicas, números de telefone celular ou endereços de e-mail. Na sequência do ranking divulgado pela autoridade monetária aparecem os números de celulares, com 166,3 milhões de cadastros ou 16,5% do total; o CPF, com 153,9 milhões de registros correspondentes a 15,4%; e os endereços de e-mail, que somam 144,6 milhões de chaves, ou 14,3% do volume geral. As chaves Pix funcionam tecnicamente como identificadores simplificados que vinculam o usuário a uma conta bancária ou de pagamento, desburocratizando o envio e o recebimento de recursos financeiros. A normativa estabelece que pessoas físicas podem registrar até cinco chaves por conta, ao passo que as empresas têm o limite de até 20 chaves por instituição, sendo vedada a duplicidade de uma mesma chave em contas distintas simultaneamente. O gerenciamento completo dessas informações ocorre de forma digital por meio dos aplicativos e serviços de internet banking oferecidos pelas instituições financeiras, embora o uso da chave não seja uma obrigatoriedade técnica para a realização de transações, visto que os usuários podem optar por transferências via dados bancários tradicionais ou leitura de códigos QR. Esse crescimento exponencial no volume de chaves acompanha diretamente a expansão vertiginosa do Pix no cotidiano financeiro da população para a liquidação de compras e transferências cotidianas. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos gerenciado pelo Banco Central foi responsável por processar 7,1 bilhões de transações, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões em volume financeiro. Enquanto o SPI do Banco Central atua na liquidação em tempo real entre instituições diferentes, operações realizadas internamente entre correntes da mesma instituição financeira ocorrem de forma direta, sem a necessidade de tráfego pela infraestrutura central da autoridade monetária. Diante do volume expressivo de dados e transações, a segurança dos cadastros e das transferências permanece no centro das atenções regulatórias. Mesmo com a popularização das chaves aleatórias como mecanismo de preservação de privacidade, o Banco Central reforça constantemente que os usuários devem adotar cautela e conferir rigorosamente a identidade do destinatário antes de confirmar qualquer envio de valores. Como parte das diretrizes contínuas de proteção ao sistema, a autarquia avalia a implementação de travas tecnológicas e mecanismos adicionais para bloquear a criação não autorizada de chaves, buscando mitigar fraudes e garantir a confiabilidade contínua da ferramenta que redefiniu a economia brasileira.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







