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Donos da Cimed são processados em R$ 10 milhões por cópia de fórmula de produtos de higiene; farmacêutica se manifesta

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Donos da Cimed são processados em R$ 10 milhões por cópia de fórmula de produtos de higiene; farmacêutica se manifesta

Cimed é processada em R$ 10 milhões por acusação de cópia de fórmula e roubo de segredo industrial Ação judicial movida pela Suavetex aponta que os donos da farmacêutica, João Adibe e Karla Marques, teriam plagiado produtos de higiene; empresa nega irregularidades. Os empresários João Adibe e Karla Marques, principais executivos da Cimed, uma das maiores companhias farmacêuticas do país, tornaram-se alvos de uma queixa-crime na Justiça que cobra uma indenização de R$ 10 milhões. A acusação foi protocolada pela Suavetex, empresa do setor de higiene pessoal, que alega ter sido vítima de apropriação indevida de segredo industrial, concorrência desleal e cópia direta de fórmulas exclusivas de seus produtos. De acordo com os termos da acusação apresentada pela defesa da Suavetex, os executivos da Cimed teriam estruturado estratégias para replicar produtos de higiene que já integravam o catálogo da concorrente, utilizando informações estratégicas obtidas sem autorização. A fabricante argumenta que o vazamento e o uso comercial das formulações protegidas configuram uma grave violação das leis de propriedade industrial e prejudicam a livre concorrência no mercado brasileiro. O processo movido pela Suavetex busca não apenas a reparação financeira pelos supostos danos causados ao faturamento e à marca, mas também a responsabilização direta dos principais nomes à frente da gestão da farmacêutica. A queixa-crime detalha que o valor de R$ 10 milhões corresponde à estimativa inicial dos prejuízos comerciais sofridos em decorrência da comercialização dos produtos que teriam fórmulas copiadas. Procurada pela reportagem para comentar o caso, a Cimed se manifestou por meio de nota oficial rechaçando veementemente todas as acusações apontadas pela concorrente. A farmacêutica declarou que suas operações sempre pautaram-se pela ética, pelo respeito às leis vigentes e pela lealdade concorrencial, afirmando ainda que os produtos questionados em âmbito judicial foram desenvolvidos com tecnologia própria e dentro de rigorosos padrões de inovação e conformidade de mercado. Com o avanço do processo, o caso agora segue para análise do Poder Judiciário, onde deverão ser avaliadas as provas apresentadas pela acusação e os argumentos de defesa da farmacêutica. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas com a manifestação formal do Ministério Público e a decisão sobre o prosseguimento da queixa-crime contra os executivos.

Fonte: Economia SC

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