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Força Nacional apoiará Funai na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará

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Força Nacional apoiará Funai na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará

Força Nacional vai atuar por 180 dias na proteção de indígenas isolados no Pará Medida autorizada pelo Ministério da Justiça visa garantir a preservação da ordem pública e conter invasões na Terra Indígena Ituna-Itatá, alvo recente de pressões e fiscalizações. Agentes da Força Nacional de Segurança Pública vão atuar na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará, em apoio às operações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para garantir a preservação da ordem pública e a proteção das pessoas e do patrimônio na região. A permanência das equipes federais no território foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por um período de 180 dias, por meio da publicação da Portaria 1.336/2026, com foco em uma das áreas mais sensíveis da Amazônia legal para a salvaguarda de comunidades isoladas. A área protegida, localizada geograficamente entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio, é reservada exclusivamente para a sobrevivência e preservação de povos indígenas que vivem em isolamento voluntário. Por essa razão técnica e antropológica, o território está submetido a um regime rígido de restrição de entrada, impedindo o acesso de terceiros não autorizados. A portaria ministerial estabelece que as ações de patrulhamento e segurança ocorrerão de maneira integrada e coordenada com os órgãos de segurança pública do estado do Pará e com instâncias do governo federal. A mobilização se dá dentro das diretrizes estratégicas estabelecidas pelo Plano Amazônia: Segurança e Soberania, conhecido como Plano Amas. Devido ao rigoroso controle e à proibição permanente de permanência para forasteiros, a Terra Indígena Ituna-Itatá tem sido historicamente alvo de fortes pressões, exigindo constantes operações de fiscalização e monitoramento por parte de diversos órgãos federais para coibir atividades ilícitas. A gravidade da situação na região levou o Ministério Público Federal a atuar ativamente no caso, chegando a solicitar formalmente o envio de reforços policiais para o território após o registro de novas ocorrências de invasões e conflitos fundiários. De acordo com informações levantadas pelo órgão ministerial, a área indígena sofreu uma grande investida no mês de agosto, quando cerca de 200 pessoas invadiram irregularmente partes do perímetro protegido, acendendo o alerta para a necessidade de uma intervenção de segurança de maior alcance.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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