Prefeitura de Criciúma recua e garante feirinha da AMPE na Praça do Congresso até o fim do ano Após repercussão nas redes sociais e anúncio de suspensão a partir de novembro, administração municipal recua, agenda reunião com empreendedores e assegura funcionamento do evento tradicional no coração da cidade. A tradicional feira da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Criciúma e Região (AMPE), realizada na Praça do Congresso, em Criciúma, teve a continuidade garantida até o final de 2026. A reviravolta ocorreu após intensa mobilização digital liderada pela presidência da entidade e culminou na abertura de canais oficiais de diálogo entre os pequenos empreendedores e o Poder Executivo municipal. A reviravolta na decisão da Prefeitura começou a se desenhar no último fim de semana, quando a presidente da AMPE, Adriana Marquezini, utilizou as redes sociais para expor um comunicado emitido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. O documento informava que a edição do último sábado seria a última permitida no principal espaço público da cidade, determinando que, a partir de 1º de novembro, estaria terminantemente proibida a realização de feiras comerciais organizadas por entidades, associações, empresas ou particulares no local. Diante da repercussão do vídeo e da ampla mobilização da comunidade e de empreendedores na internet, a presidente relatou ter recebido um contato direto do prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, no domingo. Na ocasião, o chefe do Executivo solicitou que a associação mantivesse as atividades normalmente até o encerramento do ano e propôs a abertura imediata de tratativas para debater o cenário das feiras e do comércio ambulante no município. Logo após o contato do prefeito, o secretário-geral Tita Beloli também entrou em contato com a diretoria para agendar uma reunião oficial. O encontro está marcado para esta terça-feira, às 10h30, na sede da Prefeitura de Criciúma, onde membros da cúpula da AMPE pretendem apresentar detalhadamente a relevância econômica e social da iniciativa para a cidade. Com a prorrogação assegurada, a feira está confirmada para o próximo sábado na Praça do Congresso, mantendo o formato que já faz parte do cotidiano dos criciumenses. A entidade agradeceu publicamente a abertura ao diálogo por parte da gestão municipal e reforçou que o objetivo central da reunião é construir alternativas viáveis que conciliem a organização urbana com o incentivo aos negócios locais. Em nota oficial divulgada à comunidade, a AMPE ressaltou que a iniciativa representa muito mais do que um espaço de transações comerciais, funcionando como uma vitrine fundamental para microempreendedores individuais e pequenos produtores que não possuem ponto comercial físico. Atualmente, mais de 150 expositores participam do projeto em sistema de rodízio, englobando setores de artesanato, gastronomia e prestação de serviços. Para garantir a segurança e a qualidade do evento, a associação destacou que aplica regras rígidas de participação, exigindo dos expositores do ramo de alimentação o cumprimento de normas sanitárias rigorosas, incluindo a apresentação de carteira de saúde e curso de manipulação de alimentos em dia. A entidade também rebateu antigos questionamentos sobre um suposto impacto negativo no comércio estabelecido no entorno, defendendo que a movimentação gerada na praça atrai visitantes e beneficia toda a economia local. Nas redes sociais, a notícia do cancelamento gerou forte comoção, com centenas de mensagens de apoio de moradores, frequentadores e turistas, além de articulações para a criação de um abaixo-assinado em defesa do espaço. Para a diretoria, a resposta da sociedade evidenciou que a praça é um ponto vital de convivência, lazer e integração para as famílias da região. Procurada pela reportagem, a administração municipal confirmou que as atividades da feira serão preservadas nas condições atuais enquanto o diálogo com a AMPE estiver em andamento. O Executivo reconheceu a importância estratégica dos pequenos empreendedores para o desenvolvimento de Criciúma e reforçou o compromisso de buscar soluções conjuntas para a regulamentação do uso dos espaços públicos a partir do próximo ciclo.
Fonte: TNSul







