Feminicídio em SC: Quatro mulheres são assassinadas por parceiros e ex em menos de uma semana Crimes chocam o estado entre os dias 20 e 24 de outubro, deixando órfãos e marcando mais uma semana trágica na segurança pública catarinense com registros em Ipira, Faxinal dos Guedes, Cocal do Sul e Vargem Santa Catarina registrou uma sequência alarmante de violência de gênero com o assassinato de quatro mulheres em um intervalo de apenas cinco dias, entre 20 e 24 de outubro. Os crimes, classificados como feminicídios, vitimaram Daiana, Luciana, Marlei e Francieli, executadas por seus companheiros ou ex-maridos em diferentes regiões do território catarinense, expondo a urgência no enfrentamento à violência contra a mulher. De acordo com os registros das autoridades de segurança pública, os episódios ocorreram nos municípios de Ipira, Faxinal dos Guedes, Cocal do Sul e Vargem. A brutalidade dos casos chocou a população e as comunidades locais, especialmente pela forma como os crimes foram perpetrados, muitas vezes na presença de familiares e pessoas próximas. Em um dos casos mais marcantes dessa sequência trágica, uma das vítimas foi morta na frente de seus cinco filhos. Outra mulher acabou assassinada enquanto segurava o neto no colo. A dinâmica dos crimes evidencia a extrema vulnerabilidade a que as vítimas estavam expostas dentro do próprio ambiente familiar ou de relacionamentos anteriores que não aceitavam o fim do vínculo. Com essa nova série de assassinatos, o estado de Santa Catarina alcançou a marca de 46 feminicídios contabilizados ao longo de 2026. O número reforça uma estatística preocupante que mobiliza órgãos de proteção, forças policiais e movimentos sociais na cobrança por políticas públicas mais efetivas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres em situação de risco. Os casos agora seguem sob investigação das delegacias especializadas de polícia civil de cada município onde ocorreram os crimes, com o objetivo de concluir os inquéritos, apontar todas as responsabilidades legais e encaminhar os suspeitos para o julgamento perante o Poder Judiciário.
Fonte: Jornal Razão







