Projeto Sementes Para o Futuro transforma vidas através do esporte e educação em Criciúma Iniciativa fundada em 2014 por ex-jogador de futebol já atendeu quase mil crianças e adolescentes, oferecendo reforço à cidadania, apoio escolar e atendimento multidisciplinar em dois bairros do município catarinense. Há 12 anos, o que começou como uma alternativa de prevenção à criminalidade e ao uso de drogas nos bairros de Criciúma se transformou em uma sólida rede de apoio e formação cidadã. Fundado em outubro de 2014 pelo ex-jogador de futebol Marcelo David, o Marcelinho, de 49 anos, o projeto social Sementes Para o Futuro já impactou a trajetória de quase mil crianças e adolescentes no município do Sul catarinense. A iniciativa surgiu quando o criciumense deixou a coordenação de um centro terapêutico voltado para a recuperação de dependentes químicos, onde constatou que o índice de reabilitação entre adultos era desafiador. O sucesso da proposta foi imediato após a divulgação inicial feita nas escolas do bairro Boa Vista. Por se tratar de uma atividade esportiva gratuita focada no futebol, o projeto atraiu 80 alunos logo na primeira semana de funcionamento. Ao longo dos anos, a iniciativa expandiu sua atuação e hoje atende 140 crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 15 anos, divididos entre os núcleos dos bairros Boa Vista e Rio Maina. Segundo o fundador, embora o esporte seja o principal atrativo, o objetivo central sempre foi a formação de cidadãos conscientes, e não apenas a revelação de atletas profissionais. Marcelinho destaca que o mercado competitivo do futebol exige maturidade precoce, com atletas muitas vezes encaminhados a clubes ainda na adolescência. No entanto, o projeto adota uma política de acolhimento que permite aos participantes mais velhos permanecerem no ambiente esportivo como auxiliares voluntários, mantendo-os distantes de vulnerabilidades sociais e os auxiliando na transição para o primeiro emprego como menor aprendiz. Com o objetivo de democratizar o acesso e atender a diferentes perfis comportamentais, o projeto ampliou a grade de atividades com aulas de jiu-jitsu no núcleo do Boa Vista. A inclusão da arte marcial busca auxiliar crianças que apresentam quadros de hiperatividade e déficit de atenção, utilizando princípios como disciplina, concentração, respeito e individualidade. O acompanhamento da vida escolar é outro pilar inegociável da iniciativa. A permanência dos alunos nas atividades esportivas está condicionada ao bom desempenho acadêmico e ao comportamento exemplar tanto em sala de aula quanto no ambiente familiar. O rigor disciplinar é aplicado por meio de advertências internas e prazos estipulados para a melhora das notas, tendo o afastamento temporário dos jogos e treinos como principal medida educativa. Relatos de professores e responsáveis apontam melhoras expressivas no rendimento escolar dos participantes. Além do esporte e da educação, o projeto estende o suporte às famílias dos alunos através de visitas domiciliares nos finais de semana, compreendendo as realidades de vulnerabilidade social que cercam os jovens. A segurança alimentar também é garantida em todos os encontros, assegurando que nenhum participante realize as atividades sem se alimentar adequadamente. A sustentabilidade da iniciativa é mantida por meio de doações de colaboradores espontâneos, além de recursos provenientes do Fundo da Infância e Adolescência, gerido pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, que viabilizam a aquisição de materiais esportivos e veículos. O projeto também articula parcerias na comunidade para oferecer serviços essenciais de saúde e estética aos alunos, como cortes de cabelo gratuitos, exames oftalmológicos e a posterior entrega de óculos corretivos em colaboração com clínicas parceiras e estabelecimentos locais.
Fonte: TNSul







