Fim da escala 6×1 foi pacto político entre Lula e Alcolumbre, afirma Mourão Único senador a votar contra a tramitação da PEC, o ex-vice-presidente criticou a retomada do debate entre os turnos das eleições e apontou motivação eleitoral na articulação. O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos contornos políticos nesta semana após declarações contundentes do senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão, que classificou a retomada da discussão como o resultado de um conluio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mourão foi o único parlamentar a votar contra a proposta no Plenário do Senado Federal, movimentação que gerou ampla repercussão no cenário político nacional e colocou em evidência os bastidores das articulações legislativas em Brasília. De acordo com o parlamentar, a aceleração da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que visa alterar o modelo tradicional de jornada de trabalho não ocorreu de maneira orgânica, mas sim motivada por interesses estritamente eleitorais. O ex-vice-presidente destacou que o avanço do texto entre o primeiro e o segundo turno das eleições foi costurado politicamente para atender a demandas estratégicas do Palácio do Planalto e da cúpula do Congresso Nacional, ignorando, segundo sua avaliação, debates técnicos mais aprofundados sobre o impacto econômico da medida para o setor produtivo e para a economia do país. A manifestação isolada de Mourão no Plenário reflete o tensionamento em torno de um tema que mobiliza sindicatos, trabalhadores e empresários em todo o território brasileiro. Enquanto defensores da mudança argumentam que a redução da jornada de trabalho para modelos como a escala 5×2 é fundamental para garantir a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores, críticos da proposta, alinhados ao raciocínio do senador, apontam riscos de sobrecarga para micro e pequenas empresas, além de potenciais reflexos negativos na produtividade nacional e na geração de novos postos de trabalho formais. A retomada da PEC ocorre em um momento de intensa polarização política e reconfiguração de forças no Poder Legislativo, onde temas de alto impacto social frequentemente se convertem em palanques antecipados para o pleito. Ao expor sua visão sobre os acordos de bastidor que permitiram o andamento da matéria, Hamilton Mourão recoloca o foco sobre o ritmo e os critérios que definem a pauta prioritária do Congresso, enquanto o governo federal e os articuladores da proposta buscam consolidar apoio popular em torno de uma das pautas trabalhistas mais sensíveis da atualidade.
Fonte: Economia SC







