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Acic debate sobre internacionalização de empresas do Sul 

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Acic debate sobre internacionalização de empresas do Sul 

Em busca de competitividade: empresas do Sul catarinense debatem internacionalização e atração de negócios Encontro promovido pela Acic e Tax Group em Criciúma analisou cenários econômicos, custos de produção e o impacto da Lei de Maquila no Paraguai para o fortalecimento do mercado regional. Na busca por alternativas de redução de custos, maior rentabilidade e expansão de operações, empresários do Sul de Santa Catarina participaram, nesta quarta-feira, 21, de um debate focado na internacionalização de negócios, realizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic) em parceria com o Tax Group. O evento, sediado na sede da entidade empresarial, reuniu lideranças corporativas para discutir cenários econômicos externos e a competitividade do mercado brasileiro frente a novas oportunidades no exterior. Durante a abertura do encontro, o presidente da Acic, Franke Hobold, destacou que a iniciativa tem o objetivo de municiar os empreendedores com informações estratégicas para a tomada de decisões assertivas. Segundo ele, a busca por alternativas de produção e corte de despesas é uma demanda real do setor produtivo regional. O dirigente ressaltou que a discussão sobre o mercado internacional caminha lado a lado com os esforços para fortalecer a atratividade econômica de Criciúma e de toda a região sul-catarinense. A entidade desenvolve atualmente um projeto voltado a apresentar o potencial do município para investidores do estado e do país, evidenciando as oportunidades locais. Hobold pontuou que, embora o foco regional seja o desenvolvimento interno, o empresariado não pode ignorar as alternativas globais de investimento que buscam maior eficiência financeira. A pauta está diretamente integrada ao Intercon, programa da Acic criado para estimular a internacionalização das empresas da região por meio do comércio exterior, englobando exportações, importações e parcerias estratégicas. A quarta edição do Intercon já tem data definida e ocorrerá no dia 5 de novembro, reunindo especialistas com sólida trajetória em negócios globais, inovação e comércio exterior. A programação incluirá palestras magnéticas e a apresentação de cases de sucesso de companhias da própria região que já trilharam o caminho da expansão internacional, compartilhando aprendizados práticos. Durante o bate-papo desta quarta-feira, os consultores convidados detalharam o cenário econômico e tributário do Paraguai, abordando desde aspectos estruturais, logísticos e bancários até o ambiente de trabalho, o sistema de tributação, a concessão de incentivos fiscais, a distribuição de dividendos e as regras para investimentos. O consultor empresarial Altair Antonio Toledo, CEO da TPZ e vice-presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), explicou que o propósito da análise não é incentivar a migração de empresas para o país vizinho, mas sim compreender o modelo adotado para identificar o que pode ser incorporado à legislação brasileira. Para Toledo, o Brasil precisa avançar na construção de um ambiente de negócios mais favorável, pautado em liberdade econômica e desburocratização, para estancar a perda de empresas nacionais para o Paraguai. O centro da apresentação técnica girou em torno da Lei de Maquila, um regime industrial implementado pelo governo paraguaio a poucos quilômetros da fronteira com o Brasil. O mecanismo tem atraído marcas de peso do mercado brasileiro, a exemplo de Lupo, Riachuelo e Buddemeyer, que estabeleceram operações no país vizinho para produzir sob a incidência de um tributo único de um por cento sobre a operação. Luis Wulff, CEO e founder do Tax.Co, ecossistema de inteligência e estratégia corporativa que engloba o Tax Group, Banco Fiscal, Dr. Fiscal e NX Business School, classificou o país vizinho como um polo de oportunidades. De acordo com os dados apresentados, o Paraguai já conta com mais de 600 maquiladoras aprovadas, dedicadas a processos de industrialização ou etapas intermediárias de produção, sendo que cerca de oitenta por cento delas possuem capital e controle brasileiros. O regime de maquila funciona estruturalmente como uma ponte produtiva entre nações. Na prática, uma empresa sediada no Brasil, ou em qualquer outro país, contrata uma maquiladora paraguaia para a fabricação de produtos ou a prestação de serviços por sua conta e ordem. Os insumos necessários cruzam a fronteira com suspensão de tributos de importação, enquanto o processo produtivo agrega valor local por meio da utilização de mão de obra, energia e materiais nacionais. O produto final é, então, exportado de volta à matriz ou enviado diretamente a clientes em qualquer mercado global.

Fonte: TNSul

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