Operação Efeito Colateral: PF bloqueia R$ 35 milhões de esquema que vendia remédios para emagrecer proibidos na internet Esquema criminoso utilizava sites e grupos em aplicativos de mensagens para comercializar ilegalmente substâncias sem autorização sanitária; ação cumpre 16 mandados em quatro cidades. A Polícia Federal deflagrou nesta etapa da Operação Efeito Colateral uma ofensiva contra uma complexa rede de importação, distribuição e comercialização ilegal de medicamentos para emagrecimento proibidos no Brasil, resultando no bloqueio judicial de R$ 35 milhões em bens e contas dos investigados. A investigação aponta que o grupo criminoso operava de forma estruturada no ambiente digital, utilizando sites próprios e grupos em aplicativos de mensagens para atrair clientes e escoar os produtos, que ingressavam no país sem qualquer controle sanitário ou aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A operação policial cumpre 16 mandados judiciais expedidos para endereços situados em quatro cidades diferentes, cujos alvos são os principais operadores e beneficiários do esquema clandestino. De acordo com as autoridades policiais, a atuação da rede representava um risco direto e iminente à saúde pública, uma vez que os compostos comercializados não possuíam registro, bula em português ou garantia de procedência, sendo entregues diretamente aos consumidores por meio de serviços de encomenda postal sem que houvesse supervisão médica ou fiscalização regulatória. O avanço das investigações revelou que os suspeitos movimentaram cifras milionárias com a venda em larga escala dessas substâncias restritas, muitas vezes promovidas nas redes sociais como soluções milagrosas para perda de peso. A ordem de bloqueio no valor de R$ 35 milhões foi autorizada pela Justiça justamente para descapitalizar a organização criminosa e recuperar os valores obtidos por meio da atividade ilícita, que configura crime contra a saúde pública e contrabando. Os mandados cumpridos nesta fase da Operação Efeito Colateral visam apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros de transações financeiras e estoques remanescentes dos produtos irregulares, elementos que devem subsidiar a denúncia formal por parte do Ministério Público. As autoridades reforçam que a compra de medicamentos pela internet fora dos canais oficiais e farmácias autorizadas expõe a população a graves perigos toxicológicos, visto que a composição química desses itens comercializados no mercado negro é totalmente desconhecida.
Fonte: Saúde SC







