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Quedas: mais de 330 mil crianças foram internadas no Brasil em 10 anos

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Quedas: mais de 330 mil crianças foram internadas no Brasil em 10 anos

Quedas de crianças: Brasil registra mais de 330 mil internações em uma década Levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que, apenas no primeiro semestre de 2026, quase 15 mil menores de 10 anos precisaram de hospitalização após acidentes domésticos e recreativos. Mais de 330 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas em hospitais brasileiros ao longo de uma década, vítimas de acidentes envolvendo quedas, conforme revelam dados oficiais consolidados pela Sociedade Brasileira de Pediatria a partir de registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. O levantamento aponta que, entre 2016 e 2025, o país manteve uma média anual de 33 mil casos, cenário que se estende para o primeiro semestre de 2026, período em que quase 15 mil crianças precisaram de atendimento médico hospitalar devido a ocorrências da mesma natureza. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que os acidentes figuram entre as situações que mais exigem atenção de famílias e cuidadores, fazendo o alerta de que grande parte dessas ocorrências pode ser evitada por meio da adoção de medidas simples de segurança. A orientação da entidade é investir na chamada identificação prévia de riscos que podem existir em cada ambiente onde a criança brinca, estuda e circula, considerando sempre as diferentes fases do desenvolvimento infantil com a adoção de cuidados adequados à idade e à capacidade física e motora de cada indivíduo. O perfil das internações detalhado pelo levantamento demonstra que o risco varia conforme a faixa etária. Entre 2016 e 2025, o maior volume de ocorrências concentrou-se na faixa de 5 a 9 anos, somando 193,8 mil casos. Nessa fase, as crianças começam a se movimentar com mais intensidade, correndo, brincando em parques, utilizando brinquedos e praticando esportes, embora ainda estejam em processo de desenvolvimento de habilidades essenciais como equilíbrio e coordenação motora. Para o público de 1 a 4 anos, o sistema público de saúde registrou 110,1 mil hospitalizações no período analisado, enquanto os menores de 1 ano somaram 26,7 mil casos. Entre os bebês, a entidade médica chama a atenção para os acidentes envolvendo quedas de leitos, que contabilizaram 3,7 mil episódios nos dez anos avaliados. No recorte geográfico, o estado de São Paulo lidera de forma expressiva o ranking nacional de internações por quedas nessa faixa etária, com 71,7 mil notificações entre 2016 e 2025. Minas Gerais aparece na sequência, registrando 33,4 mil casos, seguido pela Bahia, que acumulou 27,2 mil episódios no mesmo intervalo. Outras unidades da Federação também apresentaram números elevados de hospitalizações infantis, a começar pelo Paraná com 25,7 mil registros, o Ceará com 20,3 mil, Santa Catarina com 16,9 mil, Rio Grande do Sul com 16,6 mil, Rio de Janeiro com 14,3 mil e o Pará com 14,2 mil notificações. Diante do cenário, a Sociedade Brasileira de Pediatria estruturou recomendações específicas de prevenção divididas por faixas etárias para orientar pais e responsáveis. Para os bebês de até 1 ano, a orientação fundamental é nunca deixar a criança sozinha em locais altos, como camas, trocadores, sofás ou cadeiras, preferindo que brinquem no chão em ambientes protegidos. Nos momentos em que o bebê estiver aprendendo a sentar, recomenda-se supervisão próxima e o uso de proteção adequada para evitar quedas para trás. Ao carregar a criança em escadas, o adulto deve apoiar-se no corrimão e evitar pisos molhados ou escorregadios, além de nunca deixar o bebê sob os cuidados de outra criança. Para a faixa etária de 1 a 4 anos, as diretrizes incluem a instalação obrigatória de telas de proteção em janelas, sacadas e vãos desprotegidos, mantendo móveis e objetos distantes dessas áreas para evitar que a criança escale. É fundamental evitar brincadeiras em superfícies molhadas ou escorregadias, principalmente em banheiros e locais próximos a piscinas. Caso utilizem triciclos, patinetes ou skates, os pequenos devem empregar equipamentos adequados à idade e ao peso, sempre acompanhados de itens de proteção e em locais seguros, com proibição expressa de circulação em vias públicas. A atenção também deve ser redobrada com o uso de beliches, e a criança nunca deve ficar sem a supervisão direta de um adulto. Já para o grupo de 5 a 9 anos, a recomendação principal envolve a supervisão constante em brincadeiras realizadas em locais de maior risco, a exemplo de árvores, muros, lajes e parques. O uso de bicicletas, patinetes, skates e outros brinquedos de locomoção precisa obrigatoriamente vir acompanhado de equipamentos de proteção individual, como capacetes, joelheiras, cotoveleiras e tornozeleiras. A entidade também alerta para o perigo do uso de celulares e outras telas enquanto a criança estiver caminhando, brincando ou em movimento, especialmente em vias públicas, pois a distração gerada pelos dispositivos eletrônicos aumenta de maneira significativa a probabilidade de novos acidentes.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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