Morte de detento em isolamento no Presídio Santa Augusta, em Criciúma, mobiliza Polícia Civil Homem de 39 anos estava sozinho em uma cela, enfrentava problemas de saúde mental e aguardava vaga em hospital psiquiátrico; causa do óbito é um mistério e suicídio foi descartado. A Polícia Civil de Santa Catarina abriu inquérito para investigar a morte de um detento de 39 anos, encontrada sem vida na última sexta-feira (9) nas dependências do Presídio Santa Augusta, localizado em Criciúma, no Sul catarinense. O homem estava alojado em uma cela onde permanecia isolado dos demais detentos, uma medida adotada devido ao seu quadro clínico, já que ele apresentava problemas graves de saúde mental e aguardava transferência para uma unidade hospitalar psiquiátrica da região. O inquérito policial tem prazo legal de três semanas para ser concluído e busca esclarecer as reais circunstâncias que envolveram o óbito. Conforme apurado, o detento estava sob a custódia do sistema prisional havia cerca de dois a três meses. A prisão original do homem havia sido decretada em decorrência da suspeita de envolvimento em um roubo a um supermercado, além do registro de um relato de assédio contra uma mulher, ocorrências que motivaram sua detenção na época. Apesar de o detento estar recluso em uma cela isolada, fontes ouvidas pela reportagem apontam que a hipótese de suicídio foi completamente descartada pelos investigadores. Até o momento, também não foram identificados indícios visuais ou materiais que apontem para a ocorrência de homicídio no local. Diante da ausência de evidências iniciais conclusivas, a causa exata da morte permanece um mistério e depende dos laudos periciais definitivos que serão anexados ao procedimento investigativo ao longo das próximas semanas. O caso reacende o debate sobre o atendimento e a triagem de detentos com transtornos psiquiátricos dentro do sistema prisional catarinense. O homem aguardava há meses por uma vaga na rede de saúde mental do estado, um encaminhamento que ainda não havia sido concretizado quando o óbito foi registrado. Com a abertura do inquérito, a Polícia Civil deverá ouvir servidores da unidade prisional e analisar documentos para reconstituir os últimos momentos de vida do detento e apurar eventuais responsabilidades sobre o caso.
Fonte: Sul in Foco







