Adoção em Forquilhinha: casal supera perdas gestacionais e celebra chegada do segundo filho Moradores do bairro Nova York, Tati e Cris acolheram João Miguel em 2021 e agora completam a família com a pequena Cecília, batizada em homenagem à avó materna. No bairro Nova York, em Forquilhinha, a trajetória de parentalidade de Tati, de 39 anos, e Cris, de 40, alcançou um novo e aguardado capítulo. Após enfrentarem três perdas gestacionais e anos no Sistema Nacional de Adoção, o casal viveu pela segunda vez a experiência de receber um filho nos braços com a chegada da recém-nascida Cecília, que agora completa o lar ao lado do irmão mais velho, João Miguel. O processo para a ampliação da família foi marcado por persistência. Dispostos a acolher uma nova criança sem distinção de gênero, os pais permaneceram cadastrados na fila de espera por mais cinco anos. O telefonema com a confirmação ocorreu em julho de 2026, informando que uma menina com poucos dias de vida estava disponível para a colocação em família substituta. Em um intervalo de apenas 48 horas, a residência foi adaptada para acolher o bebê. A recepção repetiu o clima de celebração visto anos antes, com balões decorativos e comoção entre os parentes, mas desta vez acompanhada por João Miguel, que participou ativamente do momento em que conheceu a irmã. A primeira vivência do casal com a adoção ocorreu em 4 de junho de 2021, após um período inicial de cinco anos de habilitação e espera. Durante o período crítico da pandemia de Covid-19, a comunicação inicial partiu de uma assistente social por videochamada, comunicando a disponibilidade de João Miguel, então com cinco meses de vida. Entre a notificação remota e a concessão da autorização judicial, a família administrou dias de expectativa até a formalização da guarda e o acolhimento do menino em Forquilhinha. Desde os primeiros anos, o primogênito foi inserido no contexto de sua trajetória com transparência. Em sala de aula, o menino demonstrou essa compreensão ao comentar com a professora: “Ô, pró, tu sabia que a Cecília veio da barriga de outra mamãe igual eu?”. A escolha do nome da segunda filha carrega também um significado memorial. Cecília é uma homenagem direta à mãe de Tati, falecida no ano anterior. A matriarca havia acompanhado de perto todas as etapas do processo adotivo e mantinha laços estreitos de convivência com João Miguel. Ao recordar a perda da mãe e a chegada da filha, Tati destacou o simbolismo desse ciclo familiar. Ela relatou que enxerga o momento não como uma tentativa de preencher ausências, mas como um amparo emocional concedido pela chegada da menina quando a família mais precisava. Para Tati e Cris, o cotidiano de cuidados, afeto e convivência consolida em definitivo a estrutura familiar construída ao longo de uma década de processos judiciais e expectativas superadas. O sentimento que marca o desfecho das duas adoções foi resumido pela mãe: “Estamos com nossa família agora completa”.
Fonte: Sul in Foco







