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Dez anos de espera: casal de Forquilhinha realiza sonho da adoção

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Dez anos de espera: casal de Forquilhinha realiza sonho da adoção

Caminho da Adoção: Casal de Forquilhinha Realiza Sonho de Aumentar a Família Após Duas Esperas de Cinco Anos Com duas jornadas marcadas pela resiliência, moradores do bairro Nova York superam perdas, enfrentam a fila do Fórum e celebram a chegada dos dois filhos com naturalidade e afeto. Depois de enfrentar três abortos espontâneos e uma década de expectativas, o casal Tati, de 39 anos, e Cris, de 40, moradores do bairro Nova York, em Forquilhinha, concretizou duas vezes o sonho da paternidade e da maternidade por meio da adoção, coroando uma trajetória de superação com a chegada dos pequenos João Miguel e Cecília. A decisão de buscar a adoção surgiu como um novo caminho após as perdas gestacionais. Determinados a construir uma família, o casal procurou o Fórum local, participou do curso preparatório obrigatório e passou por todas as avaliações técnicas e psicológicas exigidas pelo processo legal. A primeira grande mudança na rotina da casa ocorreu em maio de 2021, em meio ao cenário desafiador da pandemia de Covid-19, quando a ligação tão esperada finalmente chegou. No dia 4 de junho daquele ano, João Miguel, com apenas cinco meses de vida, foi recebido calorosamente pelos pais em uma recepção que reuniu familiares, balões e lágrimas de alegria. Mesmo com a casa preenchida pela energia do menino, o desejo de ampliar a família permaneceu vivo no coração do casal, que optou por continuar integrado à fila de adoção. Outros cinco anos se passaram até que, em julho de 2026, uma nova chamada telefônica anunciou a chegada de uma menina com poucos dias de vida. Dois dias após a notícia, Tati e Cris foram buscar a filha caçula. A recém-nascida recebeu o nome de Cecília em homenagem à avó materna, mãe de Tati, falecida no ano anterior e que havia sido um pilar fundamental de apoio durante toda a trajetória familiar. Emocionada com a coincidência do destino e com o significado da chegada da menina, Tati compartilhou o sentimento sobre o momento. Ela destacou que enxerga a nova filha não como substituição, mas como um presente necessário enviado para abrandar a dor da perda recente. A transparência sempre foi a base da relação familiar, e João Miguel cresceu sabendo sobre sua condição de filho adotivo, tratado com total naturalidade pelos pais. A forma leve como o tema é abordado em casa refletiu-se recentemente em uma inocente fala na escola, quando o menino explicou a uma professora que a irmãzinha havia vindo da barriga de outra mãe, assim como ele, arrancando emoção de seus familiares. Para Tati e Cris, o exercício diário da paternidade e da maternidade vai além dos laços biológicos, sendo construído passo a passo por meio do cuidado constante, da presença e do afeto. Após tantos anos de espera e desafios superados, o casal celebra o momento presente com a certeza de que a jornada encontrou seu porto seguro. Com os dois filhos ao lado, Tati resume o sentimento que impera no lar ao afirmar que a família agora está finalmente completa.

Fonte: TNSul

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