Lula em Ceilândia: “Brasil não será governado por sócios do Banco Master” Em ato de campanha no Distrito Federal para o segundo turno, candidato à reeleição reforça apoio ao fim da escala 6×1, critica adversários e defende a soberania nacional. O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato de campanha na Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal situada a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, que o Brasil não voltará a ser governado pelo fascismo, por responsáveis pela gestão da pandemia de covid-19 ou por sócios e parentes ligados a figuras do mercado financeiro, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita no contexto da disputa pelo segundo turno das eleições, em evento que reuniu apoiadores, aliados políticos e a primeira-dama Janja Lula da Silva. Durante o discurso, Lula voltou a defender publicamente a Proposta de Emenda à Constituição que visa acabar com a jornada de trabalho de seis dias seguidos por um dia de folga, conhecida como escala 6×1, atualmente em discussão no Senado Federal. O candidato destacou a mobilização popular em torno do tema ao exaltar a pauta como uma bandeira de justiça social para os trabalhadores. A pauta trabalhista ganhou forte apelo na agenda presidencial recente, com o candidato reforçando o apelo pela redução da jornada para cinco dias de trabalho com dois dias de descanso. A presença em Ceilândia marcou mais uma etapa da mobilização de rua da campanha no Distrito Federal, onde o petista esteve acompanhado pelo candidato ao governo local Leandro Grass e pela vice da chapa, Dora Gomes. Além das propostas econômicas e trabalhistas, o discurso do atual presidente teve forte tom político e eleitoral, direcionado aos seus principais opositores. Ao discursar para o público presente, o candidato rechaçou qualquer possibilidade de retorno de grupos políticos que associa a gestões passadas marcadas por crises sanitárias e econômicas. Nesse sentido, o chefe do Executivo enfatizou que o país não será entregue a interesses corporativos ou financeiros específicos, mencionando diretamente os sócios do Banco Master e parentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A fala buscou estabelecer um contraste direto entre o seu projeto de governo e as alternativas representadas pelos adversários políticos na corrida eleitoral. A defesa da soberania nacional também ocupou espaço central na manifestação pública em solo brasiliense. O candidato posicionou sua chapa como a verdadeira defensora dos interesses brasileiros frente ao capital estrangeiro, associando a própria campanha aos símbolos nacionais e contrapondo-a a opositores que, segundo ele, estariam alinhados a interesses internacionais. Ao lado da primeira-dama, Lula declarou que a bandeira verde e amarela pertence àqueles que lutam por um país soberano, e não aos que desejam abrir as portas para a exploração externa das riquezas nacionais. O ato político serviu ainda para reforçar a estratégia de comunicação digital da campanha, com o candidato mencionando sua intensa interação com o eleitorado através das redes sociais e prometendo debates acirrados na televisão e na internet durante a reta final da disputa, antes de confirmar sua presença em um novo ato de campanha programado para o sábado seguinte em Natal.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







