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Biodigestores transformam restos de merenda em adubo em Criciúma

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Biodigestores transformam restos de merenda em adubo em Criciúma

Biodigestores transformam restos de merenda escolar em adubo e biogás em Criciúma Inovação sustentável na rede municipal de ensino de Santa Catarina reduz o desperdício de alimentos, gera insumos naturais e educa alunos sobre economia circular. As escolas municipais de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, deram um passo definitivo rumo à sustentabilidade ao implementar biodigestores capazes de transformar os restos de merenda escolar em biogás e adubo de alta qualidade. A iniciativa transforma o lixo orgânico gerado nas cozinhas das instituições de ensino em recursos reaproveitáveis, unindo a gestão ambiental à prática pedagógica dentro do ambiente escolar. O projeto altera a rotina das unidades de ensino ao solucionar um dos maiores desafios logísticos e ambientais das grandes cozinhas: o descarte correto de resíduos orgânicos. Com a instalação dos equipamentos, ascascas, talos e sobras de alimentos que antes seriam descartados passam por um processo de decomposição controlada, resultando na produção de adubo orgânico e biogás. A tecnologia dos biodigestores funciona por meio da digestão anaeróbica, onde micro-organismos decompõem a matéria orgânica na ausência de oxigênio. Esse processo natural não apenas dá um destino nobre aos restos de comida da merenda, mas também evita a emissão de gases de efeito estufa que seriam liberados caso esses resíduos fossem decompostos a céu aberto em aterros sanitários. Além do ganho ecológico imediato com a redução de resíduos enviados ao sistema de coleta pública, a iniciativa possui um forte apelo educacional para os estudantes da rede municipal de Criciúma. Os alunos acompanham de perto todo o ciclo de reaproveitamento dos alimentos consumidos por eles próprios, entendendo na prática conceitos fundamentais como sustentabilidade, preservação ambiental e economia circular. O adubo gerado pelos biodigestores nas escolas pode ser utilizado na manutenção de hortas comunitárias, jardins e áreas verdes dos próprios educandários ou da comunidade local, fechando o ciclo de produção e consumo de forma sustentável. A medida reforça o compromisso da gestão municipal com práticas inovadoras que aliam a educação básica à conscientização ecológica, servindo de modelo para outras cidades da região e do estado.

Fonte: Criciúma

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